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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Ex-servidor aponta falta de normatização em programa de incentivo estadual

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal ouviu, hoje, o terceiro nome apontado pela Controladoria Geral do Estado (CGE) como um dos responsáveis pela aprovação dos incentivos fiscais concedidos pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic), através do Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial (Cedem). O ex-servidor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lourival Lopes Gonçalves, em seu depoimento apontou falhas no sistema de normatização do Prodeic, levando ao erro várias concessões, mas afirmou que o tribunal de Contas do Estado (TCE) fazia auditoria dos contratos e nenhum problema foi apontado.

Ainda em seu depoimento, Lopes explicou o método de trabalho realizado desde 2012 pelo Cedem. Entre as ações realizadas e consideradas graves pela CPI, eram as análises dos processos de concessões que eram votadas sem o exame dos impactos financeiros, e mesmo assim, cerca de dez concessões eram aprovadas todo mês em Mato Grosso.

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Com relação ao impacto financeiro que as concessões causavam no Estado, Lopes afirmou que nunca foi realizada uma avaliação individual de cada empresa, pois apenas uma vez por ano, a Secretaria de Fazenda fazia um exame geral dos valores.

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Além disso, o ex-servidor disse que o único serviço de vistoria que era feito pelo Cedem era da análise da existência real da empresa que solicitou a isenção, contudo o trabalho era superficial devido por falta de mão de obra, tempo e estrutura.

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Para o presidente da CPI, o deputado Zé Carlos do Pátio (SD) o depoimento do ex-servidor vem reafirmar a falta de estrutura técnica do Cedem para realizar uma real análise dos incentivos, que eram concedidos sem critérios. Contudo, o parlamentar se mostrou surpreso ao saber que houve auditoria por parte do TCE, contudo nenhuma medida foi tomada. Por isso, foi proposta a convocação dos auditores responsáveis pelos pareceres favoráveis na CPI.

“O depoente trouxe o que os outros servidores já haviam apresentado, que é a falta de técnicos, e a não avaliação das políticas sociais. O que eles faziam apenas era um enquadramento de documentos e uma vistoria em loco. Mas o senhor Lourival disse que havia auditoria todo ano, e com acompanhamento do TCE. Eu quero ver se o TCE pode aqui dizer que havia auditoria no trabalho deles [Cedem]. E se existia auditoria e está tudo certo, o que nós estamos fazendo então?”.

O ex-servidor questionou ainda o trabalho de auditoria da CGE, afirmando que não foi aprofundado totalmente, devido ao pouco tempo que tiveram para avaliar as empresas. Para o presidente da CPI essa denúncia será apurada e uma acareação poderá ser feita do depoimento entre Lourival Lopes e de técnicos da CGE.

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