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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

AMM teme redução na arrecadação dos municípios de Mato Grosso com reforma tributária

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O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, o Maninho, manifestou preocupação com os efeitos da reforma tributária sobre as finanças das prefeituras de Mato Grosso. Segundo ele, o novo modelo de distribuição dos impostos pode reduzir a arrecadação municipal, principalmente nas cidades menores, já que o Estado tem forte capacidade produtiva, mas população relativamente pequena em comparação com os grandes centros consumidores.

Segundo informou a Gazeta Digital, Maninho afirmou que a entidade tem orientado as prefeituras a se prepararem para as mudanças, principalmente diante da previsão de que a distribuição de parte da arrecadação passe a considerar o local de consumo. Segundo ele, Mato Grosso tem grande capacidade produtiva, mas população menor em comparação com os grandes centros consumidores.

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“Olha, pelos estudos prévios, nós temos uma grande preocupação de cair a arrecadação dos municípios. A lei foi aprovada, a reforma tributária, um dos princípios ali da tributação é o fator população-consumo. A preocupação do estado de Mato Grosso é que nós somos um estado grande, mas a população pequena comparado com os grandes centros. Então, essa também é a grande preocupação nossa”, disse, em entrevista ao Jornal do Meio-Dia.

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Maninho afirmou que os municípios menores podem ser os mais prejudicados pelas mudanças. A preocupação é que a alteração nos critérios de distribuição dos tributos comprometa receitas importantes para a manutenção dos serviços públicos e dos investimentos municipais.

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Para tentar reduzir os impactos, a AMM tem promovido encontros com prefeitos, secretários de Fazenda e equipes responsáveis pela fiscalização e tributação dos municípios. De acordo com o presidente, foram realizados mais de 12 encontros ao longo deste ano para orientar gestores e servidores sobre as mudanças previstas no sistema tributário.

A entidade também recomenda que as prefeituras mantenham atualizados os cadastros e os mecanismos de cobrança de tributos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS), além de regularizar a cobrança de dívidas ativas. “Nós estamos fazendo todas as medidas para que os municípios lancem certinho no sistema o IPTU, o ISS, as cobranças, as dívidas ativas, para que isso gere o fundo garantidor e para que para o próximo ano a gente possa ter ali, que a receita não perca, igual a gente tem uma previsão que possa ter um impacto muito negativo nas contas do estado”, complementou.

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) estima que Mato Grosso possa acumular perdas de R$ 10 bilhões até o fim da transição da reforma tributária.

Questionado sobre o prognóstico, Máximo afirmou que os municípios também estão sujeitos aos impactos e que a AMM trabalha para evitar que as perdas comprometam ainda mais as contas das prefeituras. “Então, esse é um acontecimento que foi aprovado a reforma tributária, aumentou-se a carga tributária no Brasil e nós estamos vendo como é que vai ser isso na prática no ano que vem, porque nós temos essa previsão de perca, então nós temos que orientar os gestores a fazer bem a aplicação do recurso público, ter o orçamento bem controlado, o que é arrecadado, gastar menos. Essas orientações nós estamos fazendo para que o município lance as cobranças de forma correta, faça todo esse prognóstico certinho para que essas perdas não sejam tão impactantes nas contas das prefeituras”, afirmou.

A reforma tributária prevê a substituição gradual de tributos sobre o consumo por novos impostos, com mudanças progressivas nos critérios de arrecadação e distribuição dos recursos. A transição começou em 2026 e ocorrerá ao longo dos próximos anos, exigindo adaptação dos governos estaduais e municipais.

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