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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Único petista no Dnit pede demissão e nega denúncias

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O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, entregou agora há pouco (22) ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o pedido de demissão do cargo. A informação foi confirmada pela assessoria do Dnit. O ministro encaminhará ainda hoje à presidenta Dilma a carta de demissão.

Caron ocupava o cargo de diretor do departamento desde 2004, é filiado ao PT e foi citado pela revista Veja como um dos envolvidos nas denúncias de corrupção em obras da área dos transportes. As denúncias também atingiram o diretor-geral do órgão, Luiz Antonio Pagot, que tirou férias no início da crise.

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O cargo de Pagot passou a ser ocupado interinamente pelo diretor executivo, José Sadok, que foi afastado na semana passada após reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo denunciar que a empresa da mulher dele tem contratos de obras em rodovias federais, todas vinculadas ao Dnit.

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A crise nos Transportes provocou também a saída do ex-ministro Alfredo Nascimento, que pediu demissão e resultou em uma série de exonerações no ministério, no Dnit e na Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, estatal que cuida das obras de infraestrutura ferroviária.

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Depois de sete anos como diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Hideraldo Caron pediu demissão hoje (22), segundo ele, para deixar o governo à vontade para fazer as mudanças que julgar necessárias no setor de transportes. Em entrevista à Agência Brasil, Caron ressaltou que o pedido de afastamento é irrevogável e foi uma iniciativa "totalmente pessoal e voluntária".

"O governo já expressou publicamente a intenção de reformular a área de transportes, e eu resolvi solicitar a exoneração no sentido de colaborar para que esses espaço fique disponível para a reformulação. Se é esse o desejo do governo, eu não vou ser impedimento para isso", disse.

Segundo Caron, o pedido de afastamento não tem relação com as denúncias de irregularidades em relação a sua gestão no Dnit. "Até porque não tem nenhuma denúncia relativa à minha área que tenha comprovação, pelo contrário, todos os relatórios que temos dos últimos anos, inclusive da CGU [Controladoria-Geral da União], mostram avanços na melhoria dos procedimentos e da gestão do Dnit", explicou.

Ele disse também que sua saída do governo não está relacionada com o trabalho à frente do Dnit porque, segundo Caron, o órgão teve o melhor desempenho percentual de execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No encontro que teve na tarde de hoje com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, Caron pediu para continuar auxiliando o governo nos próximos dias para que não haja problemas de continuidade nas obras sob responsabilidade do Dnit.

Caron ocupava o cargo de diretor do Dnit desde 2004. Ele é filiado ao PT e foi citado pela revista Veja como um dos envolvidos nas denúncias de corrupção em obras da área dos transportes. As denúncias também atingiram o diretor-geral do órgão, Luiz Antonio Pagot, que tirou férias no início da crise.

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