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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Taques reclama de pré-julgamentos no caso dos grampos ilegais

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O governador Pedro Taques (PSDB) reclamou dos pré-julgamentos que tem sido feitos em relação ao caso das interceptações telefônicas clandestinas que ocorreram nos últimos anos. “A impressão, que está me causando espécie e estranheza, é que parece que tudo o que nós falamos não é verdade. O que os outros falam é verdade. Isso precisa ser debatido com imparcialidade”, afirmou em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta terça-feira (18).

Pedro Taques estava se referindo às versões apresentadas por ele e por seu primo e advogado, o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, a quem defendeu e isentou da participação no esquema de “arapongagem”.

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“O então secretário Paulo Taques me comunicou dizendo que existia uma pessoa que estaria mantendo relações com João Arcanjo Ribeiro. Eu pedi ao Mauro Zaque e ao [Fábio] Galindo que comparecessem ao meu gabinete. O Paulo a eles relatou e o doutor Mauro Zaque pediu pra procurar a doutora Alessandra [Saturnino – ex-adjunta de Segurança Pública], a delegada lá na Secretaria de Segurança. Ele procurou e contou o caso pra ela, relatou o governador, que afirmou ter tido conhecimento do suposto esquema entre o ex-bicheiro João Arcanjo e a publicitária Tatiane Sangalli, apontada com ex-amante de Paulo Taques, para que efetuassem um plano contra o governador.

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“Agora, qual é a suspeita sobre o Paulo Taques? Ele vai pedir pra uma delegada fazer grampo? Quer dizer que se pedir pra uma delegada assaltar um banco, matar alguém, ela mataria? Ele cumpriu o papel constitucional dele, o papel de cidadão. Comunicou o fato e fez a denúncia na Secretaria de Segurança. A Secretaria de Segurança que toca a investigação. Agora, por que não se fala desse fato?!”, questionou Taques em defesa de seu advogado.

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O chefe de Estado também voltou a defender coronéis que ocupavam altos cargos dentro de seu staff, como o coronel da Polícia Militar Evandro Lesco, preso sob acusação de emprestar dinheiro para o cabo Gerson Luiz Ferreira comprar o aparelho de interceptação utilizado em um escritório montado para a arapongagem.

“Eu acho que no Brasil nós estamos vivemos um momento em que m cidadão é investigado, ele já culpado. Um cidadão é processado, ele já é condenado. Nós temos que obedecer o contraditório, a ampla defesa, nós temos que dar ao cidadão esse direito constitucional. Eu tenho um decreto que diz: ficha-suja não poder ser secretário, não diz investigado, dependendo do caso”, argumentou negando a necessidade de afastar pessoas do cargo por conta da investigação.

Taques ainda desejou que o coronel Evandro Lesco saia logo da prisão, mas evitou falar se o nomearia de volta para a chefia da Casa Militar. “Aí nós vamos analisar. Não vou jantar antes de almoçar. Espero que ele saia logo da prisão, aí eu vou decidir”.

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