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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Senadores de MT avaliam que “intervenção” de Mercadante acelera impeachment

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A bancada mato-grossense de senadores acredita que a suposta tentativa do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de “comprar o silêncio” do senador Delcídio do Amaral irá agravar a crise política no Palácio do Planalto e acelerar o rito para o processo de impeachment. O primeiro senador da República a se manifestar sobre o caso foi José Medeiros (PPS). Ele também disse durante a sessão plenária ontem, que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um superministério, juntamente com o aúdio de Mercadante, irão complicar a situação da presidente Dilma Roussef (PT).

Os demais representantes de Mato Grosso (Blairo Maggi e Wellington Fagundes – ambos do PR) também concordaram que os novos fatos divulgados pela Revista Veja – sobre uma gravação na qual o ministro da Educação tenta evitar a delação de Delcídio, oferecendo ajuda financeira e lobby junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para sua soltura – serão um agravante para acelerar o processo de impeachment no Parlamento. Segundo Medeiros, a presença de Lula no Planalto representaria, na prática, a destituição da presidente Dilma Rousseff. “Isso seria um golpe dentro do próprio poder Executivo. Um tiro no pé do Governo. Se isso acontecer Dilma será o que no Planalto? Uma mera figura decorativa? Nunca se viu isso na história”, ironizou.

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O senador disse que mal acredita como a presidente conseguiu a implicância do Congresso, do Judiciário e agora até da Rede Globo. “Sinceramente, não sei se há condições para a presidente continuar. O processo agora correrá mais rapidamente, pois os últimos fatos estão chocando todos”. Por fim, Medeiros disse que leu a delação de Delcídio do Amaral e não crê na nomeação de Lula. “Eu li a delação e ele cita 186 vezes, até onde contei, o nome do ex-presidente Lula. Não creio que a presidente[Dilma] ia ter coragem de, diante dessa fragilidade do ex-presidente, colocá-lo como superministro ou como [quase] presidente da República. O que fica patente é o seguinte: o Congresso não pode ficar inerte, o Legislativo não pode mais adiar. O impeachment é inevitável”.

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Até mesmo o senador da base de Dilma Roussef, Wellington Fagundes (PR), acredita que o fato foi mais uma gota, no balde que já está transbordando. “Apesar de não ser uma informação completa, pois não tive acesso ao áudio que a revista ouviu, isso com toda certeza é um novo agravante que poderá acelerar o rito do processo de impeachment. Mas precisamos lembrar que isso é um processo. É algo que está previsto na Constituição, mas precisa passar por etapas bem determinadas e claras. Porém, a vontade do Parlamento é soberana, apesar de que sua vontade pode ser constestada pelo Judiciário.

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Todavia, até que haja essa movimentação por parte do Supremo Tribunal Federal, as coisas já terão sido feitas, como aconteceu no caso Collor”. Sobre a possível nomeação de Lula ministro, Fagundes disse que este não é o melhor caminho para o ex-presidente. “Lula é quase um mito no Brasil. Se ele for nomeado ministro com a intenção de se livrar de uma prisão isso poderá ser muito prejudicial ao seu futuro político. Agora a crise começa a surgir para Lula também”. Blairo Maggi acredita que o rito será mais célere com os desdobramentos, uma vez que já existia ambiente para o impedimento da presidente. “Isso vem fortalecer o processo”, disse por meio da assessoria.

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