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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Ministro mato-grossense diz que processará revista

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O ministro mato-grossense do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, irá processar a revista Carta Capital. De acordo com informações do jornal Estado de São Paulo, o gabinete do ministro informou que ele “vai entrar com as medidas judiciais cabíveis contra revista” e que não vai se manifestar sobre “a absurda matéria” que foi publicada na edição desta semana da revista.

Um dos assessores do ministro desqualificou as denúncias da revista ao dizer que o suposto esquema de corrupção nas eleições de 1998, o nome do ministro não estava ligado à AGU. O atual ministro do STF só assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) em 2000, quando foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, as datas não bateriam. Já que a denúncia é de que ele estaria no cargo quando teria sido beneficiado pelo esquema.

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Conforme Só Notícias já informou, reportagem de capa da Carta Capital aponta que o ministro mato-grossense teria recebido R$ 185 mil do esquema do “Mensalão do PSDB”. O esquema mineiro funcionou supostamente para arrecadar ilegalmente dinheiro para a campanha ao governo de Minas Gerais quando Eduardo Azeredo (PSDB-MG) era candidato à reeleição, em 1998.

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A reportagem ainda cita governadores, deputados e senadores na lista. Entre os doadores, empresas públicas e prefeituras proibidas de fazer doações de campanha. O banqueiro Daniel Dantas também aparece como repassador de dinheiro ao caixa 2.

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Trecho da matéria da revista aponta que “a documentação foi entregue à Polícia Federal pelo advogado Dino Miraglia Filho, de Belo Horizonte. Ele defende a família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada em 2000. Segundo Miraglia, a morte foi “queima de arquivo”, pois a modelo participava do esquema e era escalada para transportar malas de dinheiro. Na lista, Cristiana aparece como destinatária de 1,8 milhão de reais”.

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