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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Lula confirma Dilma no lugar de Zé Dirceu na Casa Civil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta segunda-feira que a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, irá substituir José Dirceu na Casa Civil conforme foi antecipado pela Folha Online na última sexta-feira.

Dilma assumirá o ministério amanhã à tarde.

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No Ministério de Minas e Energia, assume interinamente Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), empresa responsável pelo planejamento do setor elétrico. Tolmasquim, que já foi secretário-executivo do ministério de Minas e Energia, uma espécie de “vice-ministro”, acumulará os dois cargos.

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A escolha de Dilma Rousseff dará à Casa Civil um formato mais gerencial e menos político. Reconhecida como boa gerente no governo, a petista ganhou pontos com o presidente em dois anos e meio de governo pelo perfil trabalhador e discreto.

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Apontado como a primeira “vítima” do “mensalão” no alto escalão, Dirceu deixou o cargo na semana passada. Ao anunciar seu desligamento da pasta, o ex-ministro disse: “Tenho as mãos limpas. Saio de cabeça erguida do ministério.”

Em sua fala, Dirceu afirmou em Brasília que vai assumir o cargo de deputado federal e “lutar” pela agenda de reformas que o PT se propôs a implementar no país.

À frente do Ministério de Minas e Energia, Dilma focou seu trabalho em dois objetivos principais: baratear as contas de luz e garantir a expansão do sistema elétrico, evitando assim repetir a crise energética de 2001.

Antes de entrar no governo, ela foi secretária de Energia do governo petista de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul. Foi o primeiro nome técnico confirmado na equipe de transição do governo Lula.

Ex-militante do PDT, Dilma já foi “Estela”, “Wanda” e “Patrícia” nos tempos em que era perseguida pelo regime militar e se escondia sob o disfarce de codinomes.

Mineira de nascimento e gaúcha de adoção, saiu do PDT e entrou para o PT em 2001, na esteira do racha da aliança pedetista e petista, quando se iniciava o governo de Olívio. Com os outros ex-pedetistas convertidos ao PT, fundou uma tendência trabalhista no partido.

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