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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Ex-prefeito de Rondonópolis nega ter sonegado R$ 10 milhões em tributos

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O ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), divulgou nota apontando que ainda não foi notificado sobre a ação do Ministério Público Federal que o denunciou por sonegação de R$ 10 milhões em tributos federais destinados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), entre os anos de 2010 e 2012. Os advogados dele ainda estão tomando conhecimento sobre o caso.

Pátio adiantou que durante a sua gestão não houve sonegação de tributos federais destinados ao programa como consta na matéria publicada pelo site do próprio MPF. “O MPF está cumprindo o seu papel fiscalizador, mas posso garantir que durante a minha gestão na prefeitura nunca tomei nenhuma medida que gerasse prejuízo aos interesses públicos, assim como também jamais aceitaria que a prefeitura pagasse impostos acima da sua obrigação. Dessa maneira, tenho como comprovar que agi dentro da Lei, da mesma forma como fiz em outros casos”, afirmou.

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Outras duas pessoas também foram denunciadas: Mateus Roberte Carias, representante de uma empresa de Vitória (ES), e Jonas José da Silva, ex-contador da prefeitura. A denúncia do procurador da República, Paulo Taek, que atua na recém-inaugurada unidade do Ministério Público Federal do município, é resultado de uma investigação iniciada em julho do ano passado por auditores fiscais da Receita Federal do Brasil.

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O primeiro ato de sonegação fiscal identificado ocorreu no dia 22 de setembro de 2010, no segundo ano do mandato do então prefeito, quando o contador protocolou eletronicamente a declaração do Pasep no valor de R$ 18.322,90, referente ao mês de julho daquele ano, quando o correto seria R$ 235.551,67. O valor do tributo foi reduzido em R$ 192,468.60.

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A fraude no valor declarado e pago foi feita a mando do então prefeito a partir da orientação dada por Mateus Roberte Carias, da empresa especializada em auxiliar na redução do valor das obrigações tributárias devidas por seus clientes, ainda que de modo ilícito. A orientação consistia em declarar valor menor na coluna “Débito”, referente à Contribuição do Pasep devida pelo município de Rondonópolis, no momento do preenchimento e transmissão da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

Ao longo dos anos de 2010, 2011 e 2012, foram cometidas 14 fraudes no valor declarado e pago do tributo. Conforme os cálculos da Auditoria Fiscal, os débitos sonegados acrescidos de multa e juros somam R$ 10,3 milhões. Durante a auditoria fiscal, o ex-prefeito alegou que a diferença entre o valor devido e o valor declarado e pago seria uma compensação de crédito a que teria direito. No entanto, a auditoria apurou que o suposto crédito sequer existia.

O PIS e o Pasep destinam-se à formação de um único fundo (Fundo PIS-Pasep) cujo objetivo é complementar a renda dos trabalhadores (dos setores público e privado) que ao longo do ano receberam as menores remunerações do setor, dando a eles um abono salarial anual equivalente a um salário mínimo. Uma parte do fundo também é destinada ao pagamento do seguro desemprego e ao fomento do setor de emprego.

Para o MPF, a sonegação da contribuição de Pasep, principalmente no montante significativo como no presente caso, vulnera todo o sistema de amparo aos trabalhadores carentes, prejudicando diretamente a parcela mais necessitada da população e o constante esforço estatal para redução da pobreza.

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