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Redução de carga horária de servidores estaduais não afetará serviços, diz secretário

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A redução da carga horária dos servidores e empregados públicos do Executivo Estadual não afetará os serviços prestados à população e nem os salários dos servidores. Foi o que garantiu o secretário de Estado de Gestão (Seges), Julio Modesto, durante entrevista coletiva realizada, esta tarde, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Os secretários de Estado de Planejamento, Gustavo Oliveira, e de Fazenda, Seneri Paludo, também participaram da coletiva e prestaram esclarecimentos à imprensa.

O Decreto 694/2016 assinado ontem pelo governador Pedro Taques prevê a mudança do horário do expediente nos órgãos da administração pública estadual, a partir do próximo dia 26. A medida visa reduzir e controlar as despesas de custeio da administração pública.

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Haverá apenas um turno de funcionamento. Para os servidores públicos estaduais que atuam em regime de 40 horas semanais, as atividades começarão às 13h e encerrarão às 19h. Para os profissionais que contam com jornada de trabalho de 30 horas, o expediente será das 13h às 17h30.

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Alguns serviços essenciais de atendimento à população como saúde, educação, segurança e fiscalização serão mantidos em sua integralidade. “Já prevemos algumas excepcionalidades justamente para não haver nenhum prejuízo à população”, esclareceu Modesto.

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Segundo o titular da Seges, a medida visa operacionalizar algumas metas estabelecidas pelo Decreto 675/2016, publicado no dia 30 de agosto deste ano, que estabelece uma economia de R$ 60 milhões com objetivo de ajudar a equilibrar as contas do Estado.

Entre as medidas que estão sendo tomadas para atingir essa economia, a redução da carga horária foi uma delas. Baseado nas despesas do ano passado, o Estado espera com a medida uma redução com água, aluguel, energia e limpeza em até 10%; com passagens, em até 20%; e com telefone, de no mínimo 20%.

Modesto também destacou estudos sobre as despesas do Estado e pesquisas realizadas com servidores à época da realização das obras da Copa do Mundo, quando a carga horária também sofreu redução. De acordo com os resultados, constatou-se que houve uma melhora significativa em 73% no interesse e motivação no trabalho por parte dos servidores, 70% no desenvolvimento profissional e 68% em alcance de resultados. “A pesquisa mostra que trabalhando bem e controlando bem o expediente há um grande ganho de eficiência e eficácia no serviço público”, constatou.

O monitoramento será feito por meio de relatórios mensais do sistema de Monitoramento Inteligente de Risco e Auditoria (Mira), que irão demonstrar o percentual de redução de gastos com o custeio, assim como também relatórios complementares que irão apontar indicadores de efetividades dos serviços, de monitoramento do absenteísmo, e outros necessários à comprovação do cumprimento do atual decreto. Os relatórios emitidos servirão de base para análise da continuidade da redução de horário de expediente, após seis meses de vigência do atual decreto.

O secretário de Estado de Fazenda, Seneri Paludo, lembrou do nível de esforço que o governo vem fazendo para manter o caixa equilibrado. Já o secretário de Estado de Planejamento, Gustavo Oliveira, tranquilizou a todos sobre a possibilidade de Mato Grosso decretar estado de calamidade e ressaltou que a finalidade é exclusivamente para que o Estado possa receber recursos do Governo Federal. “Esse decreto é apenas um mecanismo que Mato Grosso e outros 19 estados irão usar para que os recursos cheguem”.

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