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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Presos dominam Penitenciária Central de Mato Grosso

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Os 1,4 mil presos da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos) estão desde ontem dominando as dependências do prédio. O comando do movimento impediu a saída de qualquer detento para as audiências nos fóruns ou Juizados Especiais e nenhum advogado teve permissão para entrar. Em greve de fome, eles instalaram um clima de tensão na penitenciária, o que forçou autoridades da Segurança Pública a posicionarem na área central 35 homens da Força Tática, prontos para agir a qualquer momento.

O comandante Regional de Cuiabá, coronel Joelson Sampaio, confirmou na noite de ontem a posição da equipe tática no interior do prédio e disse que ela está pronta para atuar. O coronel descartou riscos para a segurança pública, mas admitiu que o silêncio entre os presos está provocando um clima de tensão entre os funcionários. "Qualquer coisa que muda a rotina é preocupante". Ele afirma que o movimento dos presos é pacífico, mas diz que a Polícia já adotou "cautelas". "Estamos em condições de atuar"

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Ouvido pela Gazeta na noite de ontem, um servidor contou que o clima de tensão provocado pelo movimento silencioso dos criminosos está provocando medo nos funcionários, que assumiram atitudes de defesa prevendo uma rebelião. Ele supõe que os motivos para o movimento sejam a superlotação das celas e a decepção com o mutirão da Justiça, que teve pouco resultado e está sendo chamado pelos condenados de "mentirão".

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Outro motivo seriam decisões judiciais determinando transferência de presos considerados de alta periculosidade para presídios de segurança máxima em outros estados. Um desses casos é o do latrocida Fausto Durgo da Silva Filho, o "Faustão", condenado a mais de 50 anos de reclusão, e que está sendo apontado como o líder do movimento. Depois de permanecer 2 anos fora do Estado, em presídios de segurança máxima, ele retornou a Mato Grosso e cumpre pena na PCE.

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