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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Mato Grosso pode ter cães farejadores no combate ao tráfico

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Numa ação inovadora voltada ao combate ao tráfico de drogas, o juiz diretor do Foro da Comarca de Cáceres, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, e o juiz Alex Nunes de Figueiredo, responsável pela 3ª Vara Criminal da comarca, apresentaram ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, projeto que visa a implantação de canis para abrigar cães farejadores de entorpecentes, para atuação na cidade.

Conforme o juiz, o projeto foi bem recebido e o secretário já comprometeu-se a encaminhá-lo à Secretaria Nacional Antidrogas, a fim de angariar recursos para a instalação dos canis. “Também estive na Casa Civil buscando apoio do Governo do Estado à idéia”, antecipou o magistrado, acrescentando que a expectativa é de que haja vontade política para implantar esse serviço em Cáceres, onde os cães farejadores possam auxiliar o setor da segurança pública municipal no combate ao narcotráfico. “É preciso atenção especial aos municípios que fazem fronteira com a Bolívia, pois seus 640 quilômetros de divisa seca emergem como um dos maiores portões de entrada de entorpecentes do Brasil”, sublinhou.

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E exatamente em virtude da localização geográfica, cresce em importância a necessidade de implantação do serviço. “A atuação de cães farejadores proporcionará um grande impacto na luta contra o narcotráfico, tanto no campo preventivo quanto no repressivo. Temos que estancar entrada das drogas pela fronteira”, ressaltou o magistrado, que é o representante do Poder Judiciário no Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen/MT).

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De acordo com o juiz Geraldo Fidelis Neto, a implantação do canil em Cáceres tem caráter emergencial, refletindo nas operações realizadas nos municípios de fronteira com a Bolívia. Posteriormente, o projeto poderá ser implantado em outros municípios. Segundo ele, se for necessário, os juízes poderão determinar, nas sentenças, que o perdimento dos bens de traficantes sejam revertidos para a manutenção dos canis, circunstância que poderá ser desencadeada em todo o Estado, ainda que via Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen).

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“Essa iniciativa representa uma somatória de esforços unindo Poder Judiciário, Ministério Público, Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, além do Gefron, sempre voltado à intensificação do combate ao narcotráfico”, concluiu o magistrado. Na próxima semana, o projeto será apresentado ao corregedor-geral da Justiça, desembargador Orlando de Almeida Perri.

Inicialmente, o projeto piloto contempla a aquisição de quatro cães farejadores, que seriam matrizes para o resto do Estado. Num futuro próximo, poderá se tornar realidade a instalação de um canil em cada uma das sedes das Polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) da Comarca de Cáceres.

Comparado ao ser humano, os cães farejadores detém maior capacidade de identificar a presença de drogas pelo olfato. A grande diferença reside no número de células sensórias do olfato presentes no diâmetro interno do nariz. Estima-se que o ser humano possua cinco milhões destas células, enquanto que um pastor alemão tenha 220 milhões e o Labrador Retriever, 250 milhões. A sensibilidade olfativa dos cães para determinadas substâncias pode ser de cem mil a cem milhões de vezes superior ao olfato humano.

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