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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Mato Grosso é vice-líder em acidentes aéreos

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De janeiro a julho deste ano, já foram registrados 56 acidentes envolvendo aeronaves registradas no país. O número é quase o mesmo do verificado durante todo o ano de 2005, quando aconteceram 58 acidentes. E se uma projeção do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) se confirmar, o número de acidentes em 2008 será o maior dos últimos 8 anos.

O Cenipa estima que, até dezembro, a quantidade de acidentes chegue a 112. O levantamento, disponível no site da entidade, segue a tendência verificada nos últimos dois anos, período em que o número de acidentes cresceu.

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Em 2005 foram registradas 58 ocorrências, uma pequena melhora em relação a 2004, quando aconteceram 62 acidentes. A partir daí, no entanto, o número só aumentou. Em 2006, houve 68 acidentes. Em 2007, 99. Os acidentes ocorreram tanto em território nacional, quanto no exterior.

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Para fins estatísticos, são considerados acidentes aeronáuticos todas as ocorrências em que uma pessoa sofre lesão grave ou morre à bordo de um avião ou helicóptero. Também são registrados como acidentes os casos em que uma aeronave desaparece durante o vôo ou sofre dano ou falha estrutural que afete sua estrutura, o desempenho ou as características de vôo.

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Até hoje, 46 acidentes envolveram aviões (da aviação geral, de táxi aéreo, da aviação agrícola e da aviação de instrução). Os outros 10 aconteceram com helicópteros (cinco somente em São Paulo; quatro no Rio de Janeiro e um na Bahia). Houve ainda 15 ocorrências fatais, ou seja, em que a vítima morreu até 30 dias após o acidente.

O maior número de acidentes, 11, ocorreu no estado de São Paulo, onde se concentra o maior fluxo de aeronaves. Em seguida ocorreram em Mato Grosso (9), no Rio Grande do Sul (6), em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro (ambos com 5) e Bahia (4). Somente no mês de janeiro, aconteceram 13 dos 56 acidentes de todo o ano.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não quis comentar a projeção do Cenipa, mas alegou que, proporcionalmente ao crescimento da aviação civil, o número de acidentes do primeiro semestre de 2008 caiu em comparação aos do mesmo período de 2007.

Segundo a assessoria da agência, enquanto o Cenipa calcula o número absoluto de acidentes, ou seja, o total de ocorrências, a Anac faz um cálculo ponderado, considerando o aumento da quantidade de vôos. Pelas contas da agência, a média de acidentes por cada 100 mil metros cúbicos de combustível utilizado no setor caiu de 2,03 entre janeiro e julho de 2007 para 1,80 no mesmo período deste ano

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