Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Home › Geral
Geral

Cesariana é usada em mais de 60% dos partos em Mato Grosso

Compartilhe Facebook X Texto

Partos cesáreos ainda são maioria em Mato Grosso, sendo o método utilizado em 61% dos nascimentos em 2017. Também é a realidade na Capital e em Várzea Grande, que tiveram 57,1% e 56,6%, respectivamente, dos partos por este procedimento. Os percentuais estão muito acima do índice preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de no máximo 15% dos nascidos por cesáreas.

Os dados dão da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e apontam que de janeiro a dezembro do ano passado foram feitos 56,851 mil partos. Destes, 35 mil foram realizados por meio de cesáreas e 21,7 mil normais. Em Cuiabá foram 10,390 mil, sendo 5,943 mil cesáreas. Em Várzea Grande 4,878 mil partos foram realizados, e deste total, 2,763 mil por cesarianas.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Técnica da área da Saúde da Mulher, Aline Régia afirma que de forma geral os dados representam os partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também pela rede particular. Quando considerado apenas o SUS, os partos em sua maioria são normais, chegando entorno de 52% em 2017. Mas mesmo com esse índice, que não é considerado ruim, Mato Grosso está fora das diretrizes, por isso estão sendo desenvolvidas estratégias para que o número de partos naturais aumente no Estado.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémConta de água fica 2,76% mais cara em município do Nortão  

A mudança no tipo de parto envolve diversos fatores segundo a técnica de Saúde, entre eles está a mudança cultural e de dinâmica de serviços. Ela lembra que os hospitais recebem muitas mulheres para o parto e a cesariana agendada favorece a rotina. Há também a questão do financiamento, já que os valores pagos por uma cesárea ou um parto normal são quase os mesmos no SUS. Além disso, há a questão de formação dos médicos, que em sua maioria saem especialistas na realização de cirurgias.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

 

Diante deste cenário, o Ministério da Saúde lançou duas estratégias significativas para a mudança necessária, o projeto Apice On -Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia, para trabalhar a formação dos médicos nos hospitais universitários, para que o incentivo ao parto normal seja desde a formação doe profissional. O projeto também estimula a formação de enfermeiras obstetras. Segundo Aline é reconhecido que os locais onde há enfermeiras obstétricas atuando os partos normais são crescentes. Além do Apice On, o ministério junto à Agência Nacional de Saúde (ANS) trabalha nos hospitais privados o projeto Parto Seguro, que consiste na conscientização dos profissionais e das mulheres para diminuir o número de cesáreas.

 

Em Mato Grosso 2 hospitais foram escolhidos para a implantação do projeto Apice On, o Hospital Geral Universitário (HGU) e o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). No 2º, a enfermeira obstétrica Débora Prado explica que a implantação começou em outubro do ano passado e já apresentou melhora no atendimento às gestantes e aos bebês. Ela lembra que o projeto não só vai diminuir o número de cesarianas, como também melhorar a assistência dada pela unidade. As mudanças vão desde a implantação de práticas humanizadas no atendimento e nascimento, até o acolhimento da mãe e do bebê, segurança, UTI Neonatal, e outras medidas que incentivam o parto natural.

Débora ressalta que o projeto traz mais protagonismo às enfermeiras obstétricas que acompanham o parto e ajudam desde a preparação fisiológica da mãe até o cuidado e a assistência do parto e pós-parto.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Geral

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé