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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Índios no Xingú mantém 12 servidores da Funasa como reféns

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Índios da Tribo Pavuru, no parque nacional do Xingú (próximo a divisa de Mato Grosso com Pará) estão impedindo, desde ontem, a saída de 12 sevidores da FUNASA – Fundação Nacional de Saúde- da aldeia. Eles querem da coordenação regional uma explicação para a mudança na chefia da fundação em Canarana, que presta assistência na área de saúde para os índios. Eles discordam da troca no comando. Os servidores que foram feitos reféns são de várias regiões de Mato Grosso. Só Notícias apurou que um deles é Carlos Moreira, responsável pela Casa de Apoio ao Índio, em Sinop.

O cacique dos Pavuru quer a presença do coordenador da Funasa na aldeia, onde os servidores foram prestar assistência e orientações na área de saúde pública.
O índio Yafuká, que é um dos coordenadores do plano distrital de saúde indígena, concedeu, agora há pouco, entrevista exclusiva, ao Só Notícias, após andar 12 horas de barco até a Aldeia Tuaianaré, onde fez contato também com a direção da Funasa.

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“Ontem, estávamos discutindo o plano distrital de saúde indígena quando ficamos sabendo que o coordenador regional em Mato Grosso da Funasa exonerou o chefe do distrito de saúde para os índios, Jamil Ferreira. Os caciques e índios não estão aceitando a decisão do coordenador, ficaram revoltados porque ele tomou esta decisão sem consultar as liderancas indígenas”, disse. “As lideranças indígenas só vão liberar os funcionários da Funasa quando o coordenador e o diretor em Brasília vierem aqui no Xingú para esclarecer essa situação”, acrescentou Yafuká. “Queremos que ele anule a portaria para que Jamil continue como chefe do distrito de saúde do Xingú”, afirmou.

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O porta-voz dos Pavuru disse que os 12 servidores da Funasa estão na aldeia e passam bem. “Mas queremos reunião com direção da Funasa para resolver esta situação e depois liberar todos”, finalizou.

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(Atualizada às 10:32hs)

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