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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Justiça decide que greve na Polícia Civil do Estado é ilegal

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A greve dos investigadores e escrivães da Polícia Judiciária Civil Mato Grosso foi considerada ilegal pela justiça estadual. Se o sindicato da categoria se recusar a retornar ao trabalho deverá pagar multa diária de R$ 20 mil. A ação de ilegalidade da greve por protocolada na justiça pela Procuradoria Geral do Estado e a decisão foi proferida pelo desembargador Guiomar Teodoro Borges.

De acordo com a decisão, “a atividade própria dos integrantes das categorias vinculada aos sindicatos requeridos dizem respeito ao agir estatal com vistas à realização da persecução penal, aliás que tanto incomoda o cidadão que paga os respectivos tributos e tem a sensação de que essa natureza de serviços, mesmo funcionando regularmente, não corresponde as suas expectativas. Imagine paralisada, como se propõem os requeridos”.

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Nota publicada pela assessoria de imprensa da Procuradoria, afirma que a paralisação da categoria traz inúmeros prejuízos ao Estado, no atendimento da população nas delegacias, bem como nas investigações de crimes ocorridos durante a paralisação desses servidores. “A greve no serviço público atinge diretamente os interesses dos cidadãos que necessitam da prestação do serviço público”, aponta do texto.

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Conforme Só Notícias já informou, a greve iniciou no dia 1º deste mês, teve uma pausa e foi retomada na terça-feira (19). A categoria considerou “indecente” a proposta salarial apresentada pelo governo do Estado, que previa salário de R$ 2.460 a partir de dezembro deste ano, para iniciantes, chegando, em maio de 2014, a R$ 3.274.49. O salário atual aplicado é de R$ 2,3 mil para início de carreira.

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Atualmente apenas 30% do efetivo está mantido, como previsto em lei, para atender flagrantes e casos mais complexos. As investigações estavam paralisadas. Anteriormente, os servidores prometiam ser “mais radicais com o governo”.

Mato Grosso, segundo dados do sindicato, conta com cerca de 2,1 mil investigadores.

(Atualizada às 17h39)

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