Candidato a presidente do Paraguai quer rota bioceânica até Cuiabá
O candidato a presidente do Paraguai general Lino Oviedo, apresentou hoje, em Cuiabá, para empresários do setor agrícola de Mato Grosso sua plafatorma de governo e propôs parcerias visando ampliar a oferta de empregos e um parque tecnológico no Paraguai.
Ele defende energia barata, imposto zero para exportação, logística de transportes e mão-de-obra barata.
Oviedo, que também teve audiência com Blairo Maggi, defendeu a construção de uma rota bioceânica, ligando Cuiabá, Campo Grande, Porto Murtinho, Mariscal Estigarribia (Paraguai), Salta (Argentina) ao porto de Antofagasta (norte do Chile); o desenvolvimento sustentável da região do Chaco paraguaio, a construção de um pólo industrial; a construção de uma nova sede do Poder Executivo; a interligação do país através de ferrovias; a construção de um Centro de Exposição Permanente do Mercosul com 1.500 hectares; e o incentivo ao turismo na tríplice fronteira envolvendo o Brasil, Paraguai e a Argentina. Segundo Oviedo, a rota bioceânica atravessando o Paraguai é uma alternativa melhor à oferecida pela Bolívia e o Peru.
Lino Oviedo diz estar interessado em parcerias que permitam o compartilhamento dessas experiências bem sucedidas e da tecnologia adotada pelo Brasil na produção de alimentos. “Brasil e Paraguai podem responder juntos à demanda por alimentos no mundo”, disse.

Ele lembra a grande oferta de terras agricultáveis em seu país e as vantagens oferecidas pelo fato do Paraguai fazer parte do Mercosul. Ele diz oferecer garantia jurídica e ordem pública para quem quiser investir. Hoje, pelo menos 500 mil brasileiros vivem no Paraguai, onde já respondem por grande parte da produção agrícola.
A eleição no Paraguai é em 20 de abril e o general, que ficou preso 10 anos e ter asilo político no Brasil, após tentativa de golpe, lidera as pesquisas de intenção de voto pelo partido Unace. Seu nome também esteve envolvido no atentado que resultou na morte do vice-presidente do Paraguai, Luiz Carlos Argaña, em 1999. Diante da sentença, fugiu para a Argentina e, depois, para o Brasil, onde conseguiu asilo. Morando em Brasília, chegou a ficar presos 18 meses na Capital Federal a pedido da justiça paraguaia. Depois, foi deportado para o país vizinho.
Depois de visitar Mato Grosso, Lino Oviedo se encontra hoje ainda com o governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli. Ele usa um avião particular e reclamou das dificuldades de acesso ao espaço aéreo brasileiro que resultaram num atraso de duas horas em sua chegada.







