TSE: fidelidade vale para todos; Blairo e prefeitos correm riscos
Prefeitos e governadores que trocaram de partidos a partir de 27 de março correm o risco de perderem o mandato. Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que a fidelidade partidária vale, também, para os cargos majoritários, assim como para os cargos proporcionais (vereadores e deputados). Ao analisar a consulta 1407, apresentada pelo deputado federal Nilson Mourão (PT-AC), os ministros acompanharam o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto. Ele entende que o mandato pertence ao partido e não ao político eleito. Votaram com ele os ministros José Delgado, Ari Pargendler, Caputo Bastos, Gerardo Grossi e Cezar Peluso, além do presidente do tribunal Marco Aurélio Mello.
O governador Blairo Maggi trocou de partido no primeiro semestre e corre o risco de entrar na lista dos que podem perder o mandato. além de Maggi, sete senadores estão na mesma situação. Blairo deixou o PPS e entrou no PR.
Em Mato Grosso, diversos prefeitos também mudaram de sigla, recentemente, buscando maior espaço nas eleições de 2008. O prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, trocou o PPS pelo PR. O prefeito de Feliz Natal, Manuel Salles, deixou o PSDB e foi para o DEM.
Os prefeitos de Rondonópolis, Adilton Sachetti, de Várzea Grande, Murilo Domingos, e Tangará da Serra, Julio Ladeia, fazem parte dos mais de 70 em Mato Grosso que trocaram de partido.








