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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Intensificadas articulações para mudanças de código ambiental de Mato Grosso

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O Grupo de Trabalho designado para elaborar o projeto de lei do novo Código Ambiental de Mato Grosso ganhará o reforço – em tempo integral – de um procurador do Estado, uma secretaria temporária para apoio logístico nos contatos e na compilação de documentos e um regimento interno próprio.
Além disso, ele também já tem – à sua disposição – a estrutura do Legislativo estadual para o desenvolvimento dos seus trabalhos. A disponibilidade foi determinada pelo presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo (PPS), para quem a instituição tem como referências dois conceitos que vêm ganhando força no debate sobre desenvolvimento.

“Um deles é o desenvolvimento humano, que destaca o bem-estar da sociedade e o alargamento dos horizontes da cidadania como forma de enfrentar a crescente desigualdade social no mundo. O segundo é o desenvolvimento sustentável – que pressupõe a necessidade de combinar o que é economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto”, citou o parlamentar.

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Com a estrutura da AL, o GT também ganha o reforço da Comissão Permanente de Meio Ambiente, presidida pelo vice-presidente da Casa, deputado Dilceu Dal’Bosco (PFL).

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Durante os trabalhos do GT, do qual fazem parte, os representantes da AL – Paulo Sérgio da Costa Moura e Zaluir Pedro Assad – citaram uma realidade de Mato Grosso. Nela existem demanda de Ongs, preocupações do Ministério do Meio Ambiente, as ações da Funai e os conflitos do próprio Código Ambiental, entre outros itens que servem de pano de fundo para um possível colapso ambiental no estado.

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“A biodiversidade vem sofrendo um processo grave de redução da vida vegetal e animal, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. Qualquer ação visando o desenvolvimento da região precisa levar em conta a recuperação de áreas degradadas, bem como a necessidade de aprofundar os estudos sobre espécies ameaçadas para a proposição de programas sócio-econômicos que dêem sustentabilidade e uso racional dos recursos naturais do nosso bioma”, alertou Paulo Moura, como princípio básico para reversão de um quadro negativo.

A preocupação dos representantes da AL tem forte embasamento. Em outra dimensão, estudo encomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 2005, alerta que o planeta corre o sério risco de sofrer um colapso ambiental ainda neste século se medidas enérgicas não forem tomadas para reverter o atual quadro de destruição dos recursos naturais.

Segundo o estudo, cerca de 60% de todos os ecossistemas do planeta estão degradados ou sendo usados de um modo não sustentável, o que pode provocar um colapso ambiental global em um período de 50 anos.

Intitulado “Avaliação Ecossistêmica do Milênio” (AEM), o estudo começou em 2001, reunindo 1.360 especialistas de 95 países. As perspectivas para o futuro próximo são alarmantes, alertaram os pesquisadores, enfatizando que a destruição de 15 dos 24 ecossistemas do mundo causará o surgimento de novas doenças, escassez de água, da pesca e aparição de zonas mortas no litoral.

A segunda reunião do Grupo de Trabalho está marcada para o dia 5 de março, na Sema, com início previsto para as 8hs. A seguinte – ainda sem data – deve acontecer já na Assembléia Legislativa.

Além de Paulo Moura e Zaluir Assad, o encontro inaugural contou com a participação do Chefe da Casa Civil, Antonio Kato; do secretário do Meio Ambiente, Luiz Antonio Daldegan; o procurador Carlos Teodoro Irigaray (PGE); promotor Domingos Sávio Barros Arruda (MPE); promotor Mário Lúcio Avelar (MPF); Dra. Elizete Araújo Ramos Vicente (Famato); o presidente da Fiemt, Mauro Mendes; e Leonardo Pio Silva Campos (OAB-MT).

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