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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Rombo passa de R$ 7 milhões e ex-presidente está foragido

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O vereador Lutero Ponce de Arruda (PMDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, é considerado foragido da Justiça. Ele teve sua prisão decretada pelo juiz José Arimatéia Neves, da Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, juntamente com outros servidores e ex-servidores da Câmara Municipal de Cuiabá, além de empresários e representantes de empresas “fantasmas”. Na operação “Crepúsculo”, deflagrada nesta segunda-feira para cumprimento de 11 prisões, sendo uma preventiva e 10 temporárias, ele não foi localizado nos locais de costume.

As prisões, com determinação de buscas e apreensões de documentos, foram solicitadas pela Delegacia Especializada de Crimes contra a Administração Pública, com base em inquérito que apurou fraudes em processos licitatórios. Ao apresentar o resume dos trabalhos, a delegada Luzia de Fátima Machado informou que já foram detectados desvios na ordem de R$ 7,4 milhões, entre 2007 e 2008 – valor muito acima do encontrado pela auditoria interna do legislativo, que apurara até então um “rombo” de R$ 3 milhões.

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No inquérito, Lutero é apontado como o chefe da organização criminosa responsável pelos desvios. Ele contava com o apoio de Hélio Udson de Oliveira Ramos, ex-assessor, responsável por articular empresas que participavam das licitações fraudulentas. O relatório descreve também as atividades de Marcos David de Andrade, contador, responsável por abrir as empresas que Hélio Udson necessitava para operar o esquema. Outro nome apontado e que teve prisão decretada foi de Ulysses Reiners Carvalho, então presidente da Comissão de Licitação da Câmara, que convidava as empresas para fazer “cobertura” para outra empresa, supostamente “fantasma” e montava a fraude.

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Foi decretada ainda a prisão de Luiz Henrique Silva Camargo, diretor financeiro da época. Ele foi citado por empresários como a pessoa responsável por fazer os chamados “ajustes” nos valores. Em média, segundo a Polícia, a fraude girava em torno de 90% do valor do produto supostamente adquirido. Isto é: era mais até que superfaturamento. Era ele quem recebia os valores dos empresários após efetuado a liberação do dinheiro pela Câmara. Com ele, Hiram Monteiro da Silva Filho, secretário-geral da Câmara, responsável por atestar as mercadorias descritas nas notas fiscais das empresas, que não eram entregues na totalidade.

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No relatório da Polícia, aparecem os nomes ainda de Patrícia Bueno Mussi, Emanuela Dias Bentes Monteiro, Michel Padilha da Silva, Jones Teixeira Barbosa e Arnaldo Pedroso da Silva, todos envolvidos no esquema. Há outros dois nomes, envolvidos, mas não foram divulgados. Segundo a Polícia, são empresários que ajudaram na montagem do quebra-cabeças para que fosse desvendado o esquema de fraude.

A princípio, o grupo vai responder por formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsidade de documentos particulares e falsidade de documentos público, crime de peculato, crime de fraude à licitação.

 

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