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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

MPE propõe 5 ações relacionadas a Ararath e pede afastamento de conselheiro

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O Ministério Público Estadual propôs cinco civis públicas por improbidade administrativa relacionadas à operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal, e que investiga um possível esquema de fraudes contra o sistema financeiro. Em uma destas, o MPE pede o afastamento e anulação de posse do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo (foto), devido a suposta compra da vaga que pertencia ao conselheiro aposentado Alencar Soares. Ao todo, o órgão pede a devolução aos cofres públicos o valor de R$ 181 milhões.

De acordo com o MidiaNews, em relação ao envolvimento da Encomind são citados como réus o governador Silval Barbosa (PMDB), o senador Blairo Maggi (PR), os ex-secretários de Estado de Fazenda, Eder Morais e Edmilson Santos, os procuradores do Estado, João Virgílio e Jenz Prochnow, bem como todos os sócios-proprietários da construtora.

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Conforme as investigações realizadas pelo MPE, a Encomind é acusada de receber valores milionários do governo e retornar parte do dinheiro para alimentar um esquema de lavagem, que seria operado pelo empresário Júnior Mendonça.

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Segundo a operação, estes valores eram utilizados para vários fins principalmente políticos como o possível caso da compra da vaga no TCE para Sérgio Ricardo.

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As ações foram anunciadas pelo promotor Roberto Turin em entrevista coletiva, esta tarde. A operação Ararath foi desdobrada em várias fases que atingiu vários empresários e a classe política. O ex-secretário Eder Moraes chegou a ficar quase um mês detido em uma cela em Brasília.

Moraes é apontado como operador de instituição financeira clandestina que movimentou cerca de R$ 100 milhões supostamente oriundos de desvios de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais em Mato Grosso. A investigação revela que Moraes agia em parceria com Gércio Marcelino Mendonça Júnior, delator do esquema.

Além destas ações na esfera estadual, quatro já respondem a uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e ainda estão em trâmite 13 inquéritos policiais, segundo o órgão. Moraes, sua esposa Laura Tereza da Costa Dias, o superintendente regional do BicBanco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, e o ex-secretário-adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes (em um processo que acabou sendo desmembrado) são réus no processo em tramitação na Vara Federal.

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