Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
domingo, 8 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Política

Cuiabá: assessores de presidenciáveis e Geller debatem rumo do agronegócio e abertura de áreas

Compartilhe Facebook X Texto

Os economistas Andre Pessoa e Eduardo Gianetti Fonseca, integrantes das equipes que elaboram planos de governo dos presidenciáveis Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), respectivamente, debateram com o ministro da Agricultura, Neri Geller (representante da presidente Dilma, candidata à reeleição) os rumos da economia e do agronegócio, ontem à noite, em Cuiabá, na abertura do nono circuito da Aprosoja. Um dos temas 'quentes' foi as aberturas de novas áreas para aumentar o plantio de grãos. Levantamento do instituto Amazon aponta que, em maio, na Amazônia Legal, foram 185 quilômetros quadrados de florestas derrubadas –  56% em Mato Grosso.

Eduardo Gianetti da Fonseca defendeu o 'desmatamento líquido zero'. Ele considera que as áreas existentes devem ser otimizadas na atividade agrícola e pecuária. Representante de Eduardo Campos, ele acusou o INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-  de ser o "maior desmatador do país", referindo-se a forma com que são feitos assentamentos com falta de apoio aos pequenos produtores que acabam derrubando áreas sem critérios e, boa parte deles, desrespeitando a legislação.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

O ministro Neri Geller contrapôs o representante de Eduardo Campos afirmando que é contrário ao "desmate ilegal zero" e sinalizando que os produtores tem todo o direito, com base no código florestal, a fazer abertura de suas áreas para "continuar aumentando a produção de alimentos". Após ser aplaudido pelos produtores que assistiram o debate, ele defendeu reforma no código florestal citando que alguns pontos trazem insegurança jurídica. Também cobrou que seja feita recuperação de matas ciliares nas áreas onde houve excesso de desmates.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Andre Pessoa elogiou o potencial produtivo de Mato Grosso e disse que é preciso combater os desmatamentos ilegais e disse que a agropecuária vai continuar crescendo pois existe a demanda mundial por consumo de alimentos. Ele também apontou a necessidade de reflorestar áreas que foram derrubadas ilegalmente.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

A tendência de crescimento do agronegócio foi outro tema debatido. "A agropecuária está tendo problemas. A economia este ano vai crescer meio ponto percentual. A agropecuária vai crescer mais de 3. A indústria vai andar para trás 1,8 e serviços provavelmente 1. Então, a agropecuária continua salvando o PIB Brasileiro que ainda está se sustentando porque é muito boa, com tecnologia avançada. Hoje, o maior problema do agronegócio é logística. Esse governo durante muitos anos viu, com muita suspeição, parceria com o setor público para obras no setor logístico. O senador Aecio Neves vê com muito bons olhos aperfeiçoamento das parcerias na direção de obras de logística com a iniciativa privada e tem condições melhores de tocar agenda com o setor", defendeu Andre Pessoa.

O economista Eduardo Gianetti da Fonseca criticou o governo federal acusando-o de manipular o sistema econômico e deu errado. O experimento econômico deu errado. Por isso que estamos com o 7 a 1 da Dilma: 7 de inflação e 1 de crescimento. Infra-estrutura é uma peça fundamental do desenvolvimento e estamos muito atrasados. A ideia é criar marco regulatório e um ambiente de negócios em que o setor privado possa ter confiança e previsibilidade para fazer os aportes de investimentos. Infelizmente, o governo Dilma não conseguiu isso. Tanto que a coisa não andou e vamos ter que mostrar para o setor privado que vale a pena investir em infra-estrutura. O modal tem que ser de acordo com a necessidade e máxima eficiência ( de cada região). Não tem um que é melhor em tudo. para certas distâncias é o rodoviário, para outras ferroviário, hidroviário".

O ministro Neri Geller disse que o governo Dilma avançou nos investimentos em logística citando a expansão da Ferronorte em Mato Grosso e as obras de pavimentação da BR-163 do Nortão de Mato Grosso até o porto em Santarém (PA). "A 163 está sendo concluída (falta pavimentar cerca de 200 km e fazer aproximadamente 14 pontes), a concessão desta rodovia da divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop está acontecendo. Temos consciência que precisa avançar mais. Estive esta semana com a Aprosoja, no Ministério dos Transportes, liberando a estruturação portuária para uma grande empresa em Mato Grosso". Ele afirmou que o governo "avançou muito, afinado com o setor" e praticou taxas de juros abaixo da linha de inflação dando ao produtor oportunidade de investimento em maquinário ou nas propriedades em programas de armazenagem e Mato Grosso tem sido vanguarda na captação de recursos". Geller também disse que alguns programas do governo são a longo prazo, como o de armazenagem, que é de 5 anos, com menor burocracia sem necessidade de apresentar projeto ambiental. Foram destinados R$ 25 bilhões tom taxas de juros de 3,5% ano passado e esse ano 4,5%, 3 anos de carência e 12 para pagar". Ele mencionou que coordenou o plano safra e houve aumento de R$ 30 bilhões no volume de financiamentos do plano safra que passou para R$ 156 bilhões este ano.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Política

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé