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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Chico Daltro avisa que PSD pode deixar a base e construir “terceira via”

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A aliança nacional entre o PT e o PMDB, repetindo as eleições de 2010, e com alinhamento em Mato Grosso, provocam a imediata reação do PSD de Mato Grosso. Presidente estadual do partido, pré-candidato ao governo, o vice-governador Chico Daltro afirmou que a legenda poderá deixar o grupo da base aliada, buscando a construção de uma terceira via na corrida pelo comando do Palácio Paiaguás.

“Se for isso que estamos vendo sendo noticiado, que o PT e o PMDB fecharam questão sem conversar com o grupo aqui, poderemos romper com a base. Se essa discussão está selada, então, o PSD poderá estar fora dos debates feitos até o momento. Vamos avaliar uma terceira via, porque o partido tem condições e aliados para esse projeto”, alertou Chico Daltro.

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A reação de Daltro tem explicação: desde o início das discussões sobre o processo eleitoral deste ano, foi formado um fórum de siglas que sustentam a gestão Silval Barbosa (PMDB). O pessedista é um dos coordenadores desse grupo. A última reunião entre as siglas da base foi realizada no dia 6 de maio, contando com representantes do PT, PMDB, PSD, Pros, PR e PSC. No período, o maior foco se dava em torno da integração ou não dos republicanos nos planos para as eleições.

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Desde então, foi formada comissão, com representação de todas as agremiações envolvidas, para definir critérios para a escolha de um nome de consenso no bloco para a liderança de majoritária, tendo ainda como pré-candidatos o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e o ex-juiz federal, Julier Sebastião da Silva (PMDB).Outros elementos, no decorrer deste mês, como a ausência do senador Blairo Maggi (PR) nos debates e a indefinição do PR sobre o rumo a tomar, além dos reflexos da Operação Ararath, colaboraram para o adiamento de um novo encontro.

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Ocorre que paralelamente, líderes do PMDB, como Bezerra, e o pré-candidato Julier, estariam arquitetando um projeto eleitoral em que os principais espaços da chapa majoritária, os cargos de governador e de senador, seriam reservados para os indicados dos quadros peemedebistas e petistas. São contornos que deixariam o PSD em segundo plano, numa seara que passa a ser refutada por Daltro.

“Esperamos coerência, no mínimo, dos líderes que fazem parte do fórum. O PSD não irá se curvar a negociações à margem do que foi proposto neste grupo”, disparou.

O PSD, partido fundado em 2011, possui em Mato Grosso “cartas na manga” para fazer valer seu peso eleitoral. Elegeu 39 prefeitos nas eleições de 2012, e mantém domínio sobre entidades como a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), e União das Câmaras Municipais do Estado (Ucmmat).

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