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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Taques diz que Constituição foi cumprida, impeachment não é golpe e deve se reunir com Temer

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O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que a Constituição Federal foi cumprida, ao Senado admitir, esta madrugada, a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que agora fica afastada por até 180 dias. Ele adiantou que já deve se reunir, em data a ser confirmada, com o presidente interino Michel Temer (PMDB), que assumiu hoje, em  disse acreditar que com o novo modelo econômico a ser implementado, Mato Grosso consiga reverter o desemprego e ainda receber recursos decorrentes de dívidas com a União.

Taques lembrou que foi “o primeiro governador a defender o impeachment da presidente Dilma, quando muitos criticavam. Na reunião com ela e todos os governadores, eu defendi o impeachment dizendo que ninguém está acima da lei, nem eu. Agora todos são favoráveis. Mas isso faz parte da política, da democracia. A Constituição fui cumprida, não há que falar em golpe, mas cumprimento da Constituição. Violou-se, a Câmara autorizou,   o Senado admitiu e ela será afastada por até 180 dias”.

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Ele lembrou que conhece Michel Temer “há mais de 25 anos, foi meu professor, meu chefe em São Paulo quando fui procurador do Estado, esperamos que ele possa entender o barulho das ruas, entender o que cidadão deseja. O cidadão deseja uma sociedade livre de corrupção, apesar da existência dela. Uma sociedade que tenha mais gestão. O Brasil precisa ouvir o que cidadão tem a dizer. Quem ganhou com esse impeachment? O cidadão que defesa mudança, um futuro melhor”.

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Para Mato Grosso, Taques disse ter “certeza que com uma nova política econômica vai se diminuir o número de desempregados, a União vai poder passar mais recurso, que está nos devendo. Estou muito otimista com o próximo presidente […] Conversei com  ele, duas, três vezes durante o processo do impeachment. Conversamos sobre as necessidades de Mato Grosso. Tenho uma conversa com ele já marcada, para mostrar que Mato Grosso ajuda muito o Brasil. Agora o Brasil precisa ajudar mais Mato Grosso”.

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A admissibilidade do processo foi aprovada no Senado pelo placar de 55 a 22. Na nova etapa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, passa a ser o presidente do processo, sendo também a última instância de recursos na Comissão Processante. “O processo volta para a comissão, sendo que a instância máxima será o presidente do STF. Se houver alguma questão de ordem que eu indeferir, o recurso será apresentado a ele. Ele passa a ser o presidente do julgamento do impeachment”, explicou o presidente da comissão especial, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

Michel Temer fica no comando do Executivo até o encerramento do processo. A comissão pode interrogar a presidenta, que pode não comparecer ou não responder às perguntas formuladas.  

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