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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Saúde

Cuiabá: atendimento em UTIs está ameaçado por falta de repasse

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A rede de hospitais que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está sem receber todos os repasses há 2 meses. A dívida, que atinge cerca de R$ 4,8 milhões, tem inviabilizado a manutenção de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulta e pediátrica. Ao todo, 4 unidades aguardam a regularização do pagamento, que é feita pelo Estado e passa pelos cofres da prefeitura.

De acordo com o município, estão em dia apenas os pagamentos feitos diretamente pelo Ministério da Saúde. Há aproximadamente 1 ano, também por conta dos atrasos, as unidades ameaçaram fechar as portas.

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Ao todo, o Hospital Geral Universitário (HGU), a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Santa Helena e o Hospital do Câncer respondem por 90 dos 130 leitos existentes na capital, número considerado insuficiente para atender a população. Persistindo os atrasos, a atuação destas unidades poderá ser reduzida, o que agravará ainda mais o problema. O atraso refere-se à parte que deveria ser paga no mês de agosto, pouco mais de R$ 1,8 milhão, e a parcela de R$ 2,9 milhões relativa a setembro.

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O secretário de Saúde do município, Kamil Fares, confirma que os repasses da Secretaria de Estado de Saúde (SES) passam por Cuiabá, mas que o valor cobrado pelos hospitais não foi depositado na conta da prefeitura. "Os nossos pagamentos estão em dia, assim como os do Ministério da Saúde, que também faz um aporte. Apenas a parte que cabe ao Estado está atrasada. Neste caso, somos meros intermediários da verba".

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Fares destaca que por conta do aumento no número de atendimentos registrado em todas as unidades, não há como o município repassar os valores às unidades para depois receber da SES. "Fazemos tudo o que é possível, mas isso não é. Temos nossas obrigações a serem cumpridas e um custo altíssimo, então, aguardamos o cumprimento daquilo que está acertado".

O secretário reconhece que há uma falta crônica de leitos de UTI e que um eventual fechamento das unidades, por conta da impossibilidade destes hospitais em honrar compromissos, pode levar todo o sistema a um caos.

A reportagem entrou em contato com as 4 unidades, mas apenas o HGU respondeu. Por meio da assessoria, afirmou que tem dinheiro a receber para o custeio das UTIs e que os atrasos são uma rotina, o que prejudica a relação com fornecedores e prestadores de serviço.

OUTRO LADO – A SES afirma que pagará nesta quinta-feira (24) a parcela relativa a agosto e nos próximos dias quitará o mês de setembro.

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