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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Wilson diz que semana pode ser de consenso entre médicos e prefeitura

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O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, disse que o Executivo não tem condição imediata de oferecer aos médicos da rede municipal piso de R$ 3 mil. A proposta foi apresentada pelos profissionais da categoria recentemente durante encontro de representantes do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) e do município para tratar sobre a greve dos servidores que atuam no Pronto Socorro.

Santos diz que apesar da paralisação dos serviços no Pronto Socorro da capital a rede pública funciona normalmente. “Cuiabá tem 750 médicos e destes apenas 45 paralisados. São cirurgiões e pediatras que atendem no Pronto Socorro. Eles iniciaram as conversas com R$ 8,2 mil de piso. Já aceitam R$ 3 mil mas a prefeitura não tem condições. Tratamos de remuneração final. Pagamos hoje aos mesmos médicos R$ 3,8 mil mês como remuneração final e querem isto como piso, o que elevaria o salário para quase R$ 6 mil finais”,disse, ao Só Notícias.

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Desde o início de setembro médicos têm dialogado com o Executivo em busca de soluções para o impasse. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), quando somados os médicos demitidos e demissionários do Pronto-Socorro de Cuiabá, o número chega a 58. Wilson diz que a implementação de um piso salarial que atenda as expectativas da classe médica deve ocorrer a médio e longo prazos. “As conversas melhoraram mas ainda não chegaram no consenso, alongando o atendimento destas metas. Vamos chegar ao piso que os médicos querem em sete, oito, dez anos”. A expectativa é que ainda nesta semana possa haver uma definição quanto ao tema.

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Os médicos que pediram demissão de seus cargos no Pronto Socorro foram substituídos por profissionais de uma empresa terceirizada. Santos diz ainda não saber se quando o acordo salarial entre prefeitura e médicos for fechado se os demissionários voltarão ao exercício das funções que desempenhavam.

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Além dos salários, a reivindicação da categoria é por melhores condições de trabalho o que o prefeito diz estar sanando. “A crítica está completamente atendida. Estamos investindo mais de R$ 6 milhões na reforma para fazer do Pronto Socorro um dos melhores do país. Aquilo que os médicos alegaram sobre a falta de condições está sendo suprido com a reforma”, concluiu.

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