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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Tucanos de MT consideram certa saída do prefeito de Cuiabá do PSDB

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O discurso do prefeito Wilson Santos na solenidade de assinatura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terça-feira, em Cuiabá, ainda repercute. Os elogios eloqüentes ao presidente Luís Inácio Lula da Silva e ao governador Blairo Maggi indicou uma nova possibilidade para o quadro da sucessão em Mato Grosso, a começar pelas eleições de 2008. Santos nega, mas tucanos já avaliam que o prefeito busca um novo caminho partidário para confirmar sua reeleição no ano que vem. Provavelmente, o Partido da República (PR), sigla “administrada” por Maggi.

Os elogios ao presidente tornaram a posição de Santos quase que insustentável. “Nada justifica a condição de prefeito para tamanho exagero e submissão do prefeito Wilson Santos perante ao presidente Lula e ao governador Maggi” – disseram tucanos. “Apesar de momentos diferentes, Brizola expulsou o então governador Dante de Oliveira do PDT, pelo fato de Dante, com a desculpa de ser governador, apoiar todas as decisões do então presidente, Fernando Henrique Cardoso”.

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Ao usar da palavra, o prefeito agradeceu ao presidente pelo destacado espírito público. “O senhor mostra que a fase do ganhadores e perdedores nas eleições e na política é concepção ultrapassada. Hoje o senhor demonstra com essa atenção a Cuiabá e a Mato Grosso que não há perdedores e ganhadores. Na verdade, sr presidente, todos ganham, porque os interesses de Cuiabá, aqui neste instante muito bem demonstrado, estão acima de diferenças partidárias.

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Wilson Santos também observou que nos quase 300 anos, Cuiabá não se recorda de ter tido um presidente da República com tamanha atenção e carinho. “O senhor certamente foi, de todos os presidentes, o que mais recursos trouxe para a nossa Capital” – afirmou o prefeito cuiabano. Feriu os tucanos de morte.

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Usando de diversos caminhos, Santos tem conseguido avançar com sua administração graças às negociações com o Governo Maggi. A expectativa a renegociação das dividas da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), agora o aval para contrair empréstimo junto ao PAC, confirmam as tendências políticas do momento. Ou seja: Santos e Maggi estão bem próximos. Mais até do que quando o então deputado “grudou” nos braços do então empresário bem-sucedido do agronegócio para guiá-los nos meandros políticos.

“Os fatos que vem acontecendo nos últimos 40 dias é que a aproximação de Maggi e Wilson acabara em um casamento” – prevê um assessor do governador. Maggi nunca escondeu uma certa admiração por Wilson. De sua parte, Santos também nunca escondeu que essa admiração é recíproca. De Maggi e de membros da família: primeiro com o falecido André Maggi, pai do governador. Na eleição de 2002 a primeira-dama e secretaria de Trabalho e Cidadania apoiou a candidatura de Santos contrariando o partido no qual militava na época, o PPS, que tinha o deputado Sergio Ricardo como candidato.

A transferência para o PR deverá, por outro lado, deixar muitas candidaturas a “beira-da-estrada”. A começar pelo próprio PSDB, que deposita todas as esperanças no prefeito, como seu melhor quadro do momento. Se ocorrer, de fato, a transferência, os tucanos sequer teriam um nome para disputar a eleição. Outro que ficará pelo caminho seria o deputado Sérgio Ricardo, atual presidente da Assembléia Legislativa. Já percebendo a manobra, Ricardo estaria perto de anunciar sua decisão de sair do PR e ir para o DEM, que, por sua vez, “procura” um bom nome para ser candidato a prefeito de Cuiabá.

“Wilson não quer apenas a sua eleição a prefeito em 2008. A negociação também ocorre para 2010” – disse uma alta fonte política. O atual prefeito nunca escondeu de ninguém que seu destino é, de fato, o Palácio Paiaguás. O sonho se tornou ainda mais real depois que o governador “liberou” seus aliados para que cuidem de seus projetos e anunciou que vai “pendurar as chuteiras”.

Outro fator que leva a um entendimento muito claro entre o tucano e os republicanos para um projeto futuro está na própria posição dos aliados de Maggi. Leia-se, o DEM. Querendo voltar a ser governador, o atual senador Jaime Campos anunciou há poucos dias o projeto JJ-2010. Reafirmou sua posição esta semana, ao se reunir com o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) para articular uma aliança para disputar a Prefeitura de Rondonópolis no ano que vem contra o candidato de Maggi. Campos garante que o DEM terá candidato ao Governo em 2010. No caso, ele próprio, com Jonas Pinheiro saindo para a terceira disputa ao Senado.

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