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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

TSE manda refazer cálculos do PP sobre candidatos a deputado

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O ministro Marco Aurélio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou aos Tribunais Regionais Eleitorais do Mato Grosso, Santa Catarina, Ceará e São Paulo que refaçam o cálculo dos votos destinados nas eleições de outubro aos candidatos do Partido Progressista para a Câmara dos Deputados e para as respectivas Assembleias Legislativas.

A assessoria do TSE informa que foram quatro mandados de segurança com pedido de liminar impetrados na corte pela legenda, argumentando que as cortes estaduais consideraram como válidos, para a legenda, apenas os votos dados a candidatos com registro deferido, com base no disposto no artigo 16-A da Lei 9.505/97. Para o PP, contudo, esse dispositivo seria incompatível com o sistema proporcional, motivo pelo qual cálculo deve ser refeito, considerando todos os votos dados ao partido, incluindo o sufrágio a candidatos que no dia do pleito estavam com seus registros indeferidos, ainda sem decisão definitiva.

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“Os votos de Henry estavam fora desta contabilidade. Com esta liminar, os votos dele vão ser incluídos como votos do partido, não para o deputado. Com isto, muda o coeficiente. Nas nossas contas prévias, Roberto Dorner pode estar entre os 8 eleitos. Temos forte expectativa que ele possa ser diplomado como deputado eleito”, disse, ao Só Notícias, o advogado Flaviano Taques, advogado de Dorner. “A decisão do TSE foi comunicada ao TRE de Mato Grosso”, acrescentou.  

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Outro advogado eleitoral ouvido por Só Notícias e que analisou a liminar considera que, “se o TRE validar os votos de Henry para o PP também deve tomar a mesma decisão para com os outos 6 candidatos que disputaram também sem registro de candidatura, dentre eles Willian Dias (DEM). Com isto, muda o cociente eleitoral e, nas novas contas, o petista Saguas Moraes pode sair da situação de eleito e ir para primeiro suplente. Nilson Leitão fica com vaga garantida. A única vaga pendente é no PP porque o TSE ainda tem que julgar o recurso de Pedro Henry. Se Henry conseguir vitória no TSE, fica com a vaga. Se não conseguir, Roberto Dorner deve ser deputado. Com isto, Dorner e Leitão seriam deputados federais”, explica.

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Henry (PP) concorreu à reeleição amparado em liminar. O TRE de Mato Grosso não lhe concedeu registro baseado na lei da ficha limpa. A nova decisão do TSE pode ter resultado na composição dos eleitos para deputado federal. As assessorias jurídicas das coligações estão avaliando. O PP tem considerado, neste momento, como eleito, o deputado Eliene Lima. Roberto Dorner, de Sinop, é o 1º suplente.  O partido ainda espera julgamento de recurso ordinário de Henry. Caso ele consiga, no TSE, registro, seus 81 mil votos serão considerados válidos e ele seria reeleito.

Ao conceder as liminares para “determinar o refazimento dos cálculos, aproveitados, para o Partido Político, no caso de indeferimento do registro ou de afastamento do candidato por outro motivo, os votos atribuídos pelos eleitores à legenda, presentes os dois primeiros algarismos do número do candidato sufragado”, o ministro citou decisão idêntica tomada por ele no começo deste mês, quando determinou novo cálculo dos votos para o PTdoB no Rio de Janeiro.

O TRE de Mato Grosso, conforme Só Notícias informou, marcou para quinta-feira a diplomação dos eleitos.

(Atualizada às 18:22h)

 

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