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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Tribunal Regional Eleitoral mantém cassação de Avallone por Caixa 2 e abuso de poder em Mato Grosso

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O Tribunal Regional Eleitoral manteve, hoje, por unanimidade, a cassação do diploma eleitoral do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) por caixa 2 e abuso de poder econômico. Os magistrados rejeitaram os embargos de declaração e mantiveram o acórdão que cassou o parlamentar, em dezembro passado. A corte acatou apenas um item do recurso, retirando apenas o depoimento atribuído ao coordenador de campanha de Avallone, Luiz da Guia. Armando Biancardini Candia apresentou o seu voto vista seguindo o relator do processo Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, que também foi seguido pelos juízes Gilberto Bussiki e Jackson Coutinho que aguardavam o voto vista.

Ele permanece no mandato até o julgamento do recurso que sua defesa deverá fazer junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A ação judicial que resultou na cassação de Avalone iniciou ainda em 2018, durante as eleições gerais. Na época, 3 pessoas foram detidas em flagrante na BR-070 com R$ 90 mil em dinheiro e várias caixas de santinhos do então candidato.

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Segundo a defesa de Avalone, o vídeo que o policial federal gravou e usado como prova para condená-lo, deveria ser desconsiderado por ter sido editado. A defesa ainda questionou o não uso de um depoimento que comprovaria a origem do dinheiro apreendido, além de constar no processo, um depoimento inexistente.

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Já o Ministério Publico Eleitoral rejeitou todos os argumentos, levando em consideração apenas a retirada do depoimento atribuído ao coordenador de campanha.

O relator do caso considerou que Avalone declarou gasto de R$ 996 mil na campanha, apenas R$ 4 a menos do limite máximo de gastos, que é de R$ 1 milhão. Porém, ao somar a este valor aos R$ 89,9 mil fica comprovada a extrapolação do teto.

Avalone assumiu o mandato após o ex-deputado estadual Guilherme Maluf ter renunciado mandato para assumir como conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

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