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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Tribunal condena ex-secretário e servidores a devolverem R$ 8 milhões

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Ex-gestores da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e uma empresa de engenharia foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a restituir R$ 8,1 milhões aos cofres estaduais por irregularidades em obras de pavimentação na MT-313, no trecho situado na divisa entre Mato Grosso e Rondônia. A empresa também terá que ressarcir a Prefeitura de Rondolândia em R$ 344,3 mil, a título de ISSQN.

Foram considerados responsáveis pelo prejuízo ao erário o ex-secretário estadual de Infraestrutura (Sinfra), Cinésio Nunes de Oliveira; o ex-superintendente de Obras e Transportes, Tércio Lacerda de Almeida; o ex-coordenador Financeiro, Paulo da Silva Costa; o ex-secretário adjunto de Transportes, Alaor Alvelos Zeferino de Paula; o ex-secretário adjunto de Transportes, Valdisio Juliano Viriato; a ex-gerente Financeira, Janaina Cristina da Silva; a ex-coordenadora Financeira, Françoise Albuquerque; e o engenheiro civil Ricardo Marques da Guia.

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O Pleno do TCE deliberou, durante sessão ordinária realizada hoje, sobre representação interna proposta pela equipe de auditores, que apontou impropriedades no contrato firmado para a realização da obra do Programa MT Integrado. O relatório técnico apontou falhas como sobrepreço quantitativo e qualitativo de materiais, incompatibilidade entre os serviços executados e os serviços medidos e pagos, instrução de processos de pagamentos com documentos sem assinaturas do engenheiro responsável, inserção de fotos nos processos de pagamentos que não correspondem ao local da obra executada, dentre outras.

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De acordo com o relator, conselheiro substituto Luiz Henrique Lima, os fatos apurados representaram "robustos indícios de crimes contra a administração pública, crimes ambientais e atos de improbidade administrativa ". Assim, determinou, em seu voto, que seja enviada a cópia integral dos autos ao Ministério Público Estadual para adoção das medidas de sua competência. Os responsáveis também foram multados e os valores serão recolhidos ao Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Tribunal de Contas, no prazo de 60 dias.

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Todos os citados ainda podem recorrer desta decisão do tribunal.

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