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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Treze municípios de Mato Grosso perderão verbas federais

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Treze municípios de Mato Grosso ficarão sem recursos do Índice de Gestão Descentralizada (IGD) a partir de fevereiro. A suspensão do repasse foi comunicada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e ocorreu porque registraram menos de 20% de acompanhamento do perfil saúde das famílias beneficiárias do Bolsa Família. A suspensão terá duração de no mínimo seis meses caso a situação não seja revertida.

A partir de agosto de 2008, começou a vigorar as novas regras de cálculo do IGD – recurso repassado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS, direto para o município, com objetivo de realizar ações de melhoria da gestão do Programa Bolsa Família, regulamentadas pela Portaria n° 66, de 03 de março de 2008.

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Com a nova regra, as cidades com menos de 80% de informação do acompanhamento na área de educação e menos de 20% na área de saúde deixarão de receber os recursos do IGD.

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Na lista estão Alto Araguaia, Araguainha, Castanheira, Colniza, Confresa, Marcelândia, Nova Maringá, Nova Nazaré, Querência, Rosário Oeste, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leste e São José do Povo. Essas cidades juntas estão perdendo R$ 18.665,63 – valor teto que o MDS pagaria se elas registrassem 100% das informações das famílias atendidas pelo Bolsa. No mês de outubro de 2008, somando o valor pago para cada cidade, o MDS repassou um total de R$ 16.619,84.

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Além destas 13 cidades, Mato Grosso tem ainda outros 23 municípios com baixos índices de acompanhamento de educação e saúde. Dentre esses os que apresentam situação mais crítica são Jangada, Cuiabá, Ipiranga do Norte, Aripuanã, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres e Canabrava do Norte, que ainda não perderam recursos, mas estão com baixos índices de registro de informação junto ao MDS.

O registro das informações de saúde é procedido semestralmente através do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde. Se estas cidades não ampliarem as informações de saúde até o final do período de registro, eles poderão deixar de receber os recursos do IGD.

A presença de crianças e adolescentes na escola é acompanhada bimestralmente pelos ministérios da Educação e de Desenvolvimento Social. Para receber a bolsa, os pais precisam, além de efetuar a matrícula dos filhos com idade entre seis e 15 anos, se certificar de que eles assistam, no mínimo, a 85% das aulas a cada mês.

De acordo com o secretário-adjunto de Assistência Social da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), José Rodrigues Rocha Júnior, “as condicionalidades do Bolsa Família são obrigações das famílias para que as mesmas sejam incluídas no Programa e condição para que recebam o benefício. Elas foram estabelecidas como mecanismo para reforçar o acesso das famílias beneficiárias aos direitos sociais básicos de saúde e educação. Os governos Federal, estaduais e municipais também assumem compromissos: devem assegurar as condições para que os serviços de saúde e educação estejam disponíveis e garantir que estas famílias acessem estes serviços, além disso, devem inserir as informações nos respectivos sistemas”, destacou.

Em Mato Grosso existem 203.145 crianças que deveriam ser acompanhadas com relação à freqüência escolar, dessas 22.646 não foram localizadas pelos municípios o que significa um percentual de 11,15%. Outras 38.461, que representam 18,93% estão sem informação nos registros do MEC. O total de crianças com informações sobre a freqüência escolar é de 164.684, que representa 81,07%.

Já com relação à saúde o quadro é mais sensível ainda, deveriam ser acompanhadas 130.154 famílias, destas apenas 68.158 recebem o devido acompanhamento pelas Secretarias Municipais de Saúde, o que representa 52,37% de famílias com suas crianças devidamente acompanhadas por equipes de saúde.

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