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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

TJ decidirá se recebe ou não denúncia contra magistrado estadual

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) será o responsável por decidir se recebe ou não denúncia contra o juiz Círio Miotto diante do suposto envolvimento com crimes apontados na "Operação Asafe", que trata da venda de sentença no Estado. A competência foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que desmembrou o processo e vai julgar apenas o caso de desembargadores.

Assim como Círio Miotto, também deixarão de responder a eventual processo no STJ todos os demais denunciados pela Procuradoria Geral da República que não são desembargadores. Ao todo, 38 pessoas foram acusadas formalmente com algum crime do caso.

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Responsável pela defesa de Círio Miotto, o advogado Huendel Rolim Huender foi quem levantou a questão de ordem sobre o desmembramento. Assim como os desembargadores Evandro Stábile e José Luiz de Carvalho, o juiz também está afastado desde junho das funções por conta da operação Asafe.

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Segundo o advogado, a denúncia relata que o juiz teria supostamente vendido decisão intermediada pelos lobistas Ivone Reis e Max Weizer. No julgamento que levou ao desmembramento no último dia, o ministro Cesar Rocha fez um pronunciamento comemorado pela defesa. Alegou que os dois lobistas são "bandidos" e que, no caso de Ivone, em depoimento na Polícia Federal afirmou que vendia uma influência com os magistrados que muitas vezes não tinha.

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Os acusados teriam negociado sentenças na Justiça Eleitoral e estadual, o que levou ao afastamento de todos que ocupavam cargos no poder público, além de punições aos advogados junto à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT). O STJ também decidirá se mantém afastamento determinado ainda em 2010 dos acusados que ocupam cargos públicos. Escutas telefônicas apontaram indícios de relações suspeitas de advogados, magistrados, empresários e políticos.

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