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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

TCE cobra da prefeitura de Cuiabá informação de pagamentos para agentes na área de saúde

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o Tribunal de Contas de Mato Grosso solicitará à prefeitura dados sobre o não pagamento de incentivos dos agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate a endemias (ACE) de Cuiabá, previsto em Lei desde 2006. A informação repassada ao tribunal que nunca foi feito e também não há plano de carreira para os servidores, em atuação há mais de 25 anos.

O conselheiro Sérgio Ricardo explicou que diferentes interpretações da lei 11.350/2006, que regula as atividades, têm resultado no descumprimento da Constituição Federal porque os gestores consideram legislações municipais para alegar que os profissionais não têm direito aos repasses.

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No Estado, onde há cerca de 7 mil profissionais, a situação é pior em três das maiores cidades: Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. Só na Capital, atuam mais de mil agentes.

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“O TCE quer resolver definitivamente a política de pagamentos para estas categorias que são tão importantes para a sociedade. Nenhum gestor está fazendo favor para agente de saúde, eles têm que apenas cumprir o que manda a Constituição Federal.  Esse é um dinheiro que já vem carimbado, é um dinheiro do Governo Federal para a prefeitura”, afirmou Sérgio Ricardo.

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Em reunião com representantes da categoria de Chapada dos Guimarães, que cobravam o pagamento do incentivo anual e do adicional de insalubridade, ele afirmou que o papel da Corte de Contas é oferecer segurança técnico-jurídica aos 141 municípios mato-grossenses, assegurando o cumprimento da Lei. “Como há diferentes interpretações, vamos estabelecer orientações para o devido reconhecimento a este trabalho.”

As 22 prefeituras sob a relatoria de Sérgio Ricardo serão notificadas a prestar informações sobre os repasses às categorias. O objetivo é levantar o valor do salário pago, se há repasse de incentivos e quais são as empresas terceirizadas que fornecem os laudos utilizados para apontar insalubridade ou não.

Segundo Sérgio Ricardo, o mesmo pedido deverá ser feito às prefeituras sob relatoria de outros conselheiros, a partir de um trabalho capitaneado pelo presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do TCE, conselheiro Guilherme Antonio Maluf.

Esta não é a primeira vez que o TCE-MT atua para solucionar a questão dos agentes. No dia 1 de fevereiro, o conselheiro Sérgio Ricardo se reuniu com vereadores e os profissionais do município de Sorriso para defender estes direitos. Já no dia 3, por meio de decisão monocrática, assegurou a certificação dos profissionais de Alto Araguaia, informa a assessoria do tribunal.

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