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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

TCE analisa 50 termos para liberar licitações de obras em Mato Grosso

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Pela primeira vez desde que foi instituído através de lei complementar, o Termo de Ajustamento de Gestão – TAG, criado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso – TCE teve sua eficiência comprovada ao liberar 14 editais de um total de 58 que apontaram para supostas irregularidades nas licitações envolvendo o programa MT Integrado de pavimentação de acesso rodoviária de 44 cidades a capital de Mato Grosso.

Depois de ter uma medida cautelar concedida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, que acabou referendada por unanimidade pelo Pleno do TCE-MT, a Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana do Governo do Estado, sob o comando do titular Cinésio Oliveira, requereu a formalização do TAG que já se encontra em vigor e teve seus efeitos reafirmados por unanimidade pelos demais membros da instituição Tribunal de Contas e pelo Ministério Público de Contas.

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“Temos quase 50 pedidos de TAG em processamento e acredito que eles serão paulatinamente atendidos, pois sua eficiência está comprovada ao garantir a lisura de decisões dos gestores públicos, o acompanhamento concomitante do TCE e principalmente que não existirão dúvidas quanto a legalidade de contratos ou medidas”, sinalizou o presidente do TCE, conselheiro José Carlos Novelli lembrando ter sido em sua gestão instituído a figura do TAG que foi amplamente debatido pelo Planejamento Estratégico que passa pelo crivo de todos os conselheiros, dos conselheiros substitutos, dos procuradores de Contas e dos Auditores de Controle.

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Uma das novas decisões que o TAG deverá proporcionar é a regularização da situação de servidores contratados temporariamente pelo Poder Público em todas as esferas e que já receberam manifestações por parte dos gestores, principalmente os municipais. “Os prefeitos Mauro Mendes (PSB) de Cuiabá e Walace Guimarães (PMDB) de Várzea Grande são um exemplo de como os TAG regularização mesmo que temporariamente a situação de alguns servidores contratados emergencialmente por causa de uma série de fatores como licenças ou necessidades prementes”, disse José Carlos Novelli.

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Novelli que já foi secretário de Estado lembrou da rotatividade existente entre os servidores de áreas essenciais como Educação e Saúde que só no Estado tem mais de 25 mil contratos temporários para promover a substituição de profissionais que se encontram fora das funções por uma série de motivos como licença médica, licença-gestante, para desempenho de outras atribuições entre tantas outras.”Essa situação é irregular para os gestores e precisa ser corrigida, mas não há como se dispensar uma enormidade de servidores sem que isto cause problemas para a terceira parte, no caso quem depende do trabalho profissional de professores ou médicos, por isso o TAG estabelece regras, legaliza a situação e permite aos gestores planejarem suas administrações para se realizar concurso que paulatinamente serão substituídos sem solução de continuidade nos serviços públicos”, disse o presidente José Carlos Novelli.

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