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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Taques vai à Assembleia e propõe fundo fiscal para driblar a crise

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O governador Pedro Taques foi, hoje, à Assembleia Legislativa na abertura dos trabalhos de 2018 e propôs a criação de um fundo de estabilização fiscal como uma das saídas para a crise e convidou os deputados e presidentes dos poderes para dialogar sobre a proposta. Ele detalhou as despesas do Estado e o dinheiro disponível para investimento nos próximos anos. A cada R$ 100 arrecadado, apenas R$ 1,38 estão disponíveis para investimento porque a maior parte é destinado para os municípios, poderes (Assembleia, tribunais), pagamentos de funcionários, quitação de dívidas e custeio da máquina.

Taques também disse aos deputados que os valores para folha salarial e repasses constitucionais são estipulados por lei, o que limita a possibilidade de cortes. No caso dos municípios, por exemplo, são repassados 25% da arrecadação do Estado. “Depois que retirarmos a porcentagem dos municípios este ano, teremos apenas R$ 18 bilhões”. Já no caso dos Poderes, o repasse é de R$ 2,5 milhões, o que, conforme o cálculo do governo, é muito e dificulta o atendimento das demandas da população. “De 2011 a 2017, o valor repassado aumentou 106%. Se tirarmos desta porcentagem a inflação, teremos 67% de aumento real”, citou.

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O governador falou sobre o pagamento dos 100 mil servidores, dos quais 30 mil são aposentados. “São pessoas que trabalham ou trabalharam e têm o direito de receber. Fui criticado por manter alguns planos de carreira aprovados na gestão passada sem estudo de impacto financeiro. Mas, eu cumpro a lei e uma súmula do Superior Tribunal Federal (STF) diz que não se pode retirar um direito adquirido do trabalhador", rebateu.

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Taques ainda acrescentou que os servidores da Educação, por exemplo, tiverem ganhos significativos e atualmente, têm o segundo maior salário do país. “Quero o melhor salário para eles e também a melhor Educação para alunos. Nos próximos dois anos, o aumento será de mais 42%, o que os deixará com o melhor salário do Brasil”.

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De acordo com o governo, 49% da receita corrente líquida está comprometida com o pagamento de dívidas com a União. Apenas em 2018, serão quitados R$ 1,2 bilhão dos R$ 7 bilhões devidos por Mato Grosso.

Em seu discurso, Taques explicou que o pagamento precisa ser rigoroso porque caso haja o atraso, o Estado passa a integrar o Cadin e tem todos os repasses do Fundo de Participação Estadual (vindo do governo Federal) suspensos. Ele incluiu nos débitos os R$ 37 milhões que devem ser pagos em março e setembro para o Bank of America. “Amanhã estarei em Brasília para tentar negociar esta dívida. Tenho reuniões no Bank of America, Banco Mundial e também na Secretaria do Tesouro Nacional”, declarou.

Com relação as despesas para o funcionamento dos órgãos estaduais, foi apresentado o resultado da reforma administrativa. Em 2011, 33% da receita era comprometido com o custeio da máquina e este ano, o percentual será de 20%. A economia se deu pela redução de despesas e também repactuação de contratos. Na opinião do governador, está cada vez mais difícil realizar este enxugamento porque apenas o essencial está sendo gasto. “Não podemos, por exemplo, cortar o combustível de viaturas policias ou suprimentos de unidades de saúde”.

 

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, explicou que o objetivo do governo é recompor o déficit e assim, possibilitar o equilíbrio fiscal. Ele diz que durante muitos anos os gastos foram maiores que a arrecadação e sem esta medida, será impossível manter os compromissos e ainda fazer os investimentos necessários. “Precisamos da cooperação de todos, pois já temos uma grande pressão sobre a Fonte 100”.

Gallo lembra que o fundo seria temporário, por no máximo dois anos, e receberia recursos, que hoje estão vinculados aos poderes.

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