Taques e líderes do PSDB discutem se partido deixa o governo Temer; decisão adiada
O governador Pedro Taques está em São Paulo onde participou, nesta noite, de encontro das lideranças nacionais do partido para tratar se o PSDB permanece apoiando o presidente Michel Temer ou se deixará a base aliada. O encontro foi na sede do governo paulista e convocado pelo governador Geraldo Alckmin. Taques ainda não manifestou seu posicionamento, mas o presidente nacional interino, Tasso Jereissati, anunciou que a decisão foi adiada. Deve ser tomada após a Câmara dos Deputados decidir se autoriza o STF apurar as denúncias de corrupção contra Temer.
Tasso defende a saída do governo, mas outras lideranças como o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, dentre outros, discordam. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a renúncia de Temer, também participou do encontro, juntamente com os senadores Jose Serra e Aecio Neves (licenciado da presidência da sigla após o STF lhe afastar do mandato devido a denúncia de pedir R$ 2 milhões de propina para a JBS). Além de Alckmin e Taques, mais 4 governadores tucanos estão no encontro.
O governador paulista considera que o PSDB deve continuar apoiando determinados projetos do governo mas sem ocupar ministérios e demais cargos. Alckmin quer que o partido mantenha apoio aos projetos das reformas trabalhista e da previdência que estão sendo analisados pelo Congresso.

O presidente do PSDB de Mato Grosso, Nilson Leitão, acha que não é o momento não é de discutir a saída do governo. "Vamos discutir primeiro as reformas e depois falar em desembarque', declarou, ao Só Notícias.
(Atualizada às 10:31 em 10/7)







