Taques diz que não vai “ratear” Estado entre partido políticos
Não vou ratear o Estado para partidos políticos”, afirmou o governador Pedro Taques (PSDB) na última sexta-feira ao ser questionado sobre as disputas partidárias para compor seu staff. O tucano que iniciou a gestão com uma composição de secretários técnicos, resolveu no início do ano mudar o perfil dos gestores. Com isso, os partidos do arco de aliança que defendiam essa mudança desde o início de 2015 iniciaram as indicações.
“Isso faz parte da política o PSD tem indicados, o PSB também e o PSDB que é meu partido também irá indicar nomes para ajudar na nossa gestão, isso é natural. Agora eu sou o governador e já disse que não vou ratear o Estado para partido políticos. Nunca fiz e não vai ser agora que vou fazer”, afirmou Taques.
Ainda no ano passado Taques fez sua primeira alteração no staff, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) que perdeu as eleições municipais em Cuiabá foi nomeado para liderar a Secretaria de Estado de Cidades (Secid). O deputado estadual Max Russi (PSB) também deixou a Assembleia Legislativa para compor o staff do tucano na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas). Outro nome político que ingressou no Governo foi o ex-secretário de Comunicação de Cuiabá Kleber Lima, que foi marqueteiro de Santos no pleito municipal.

O governador ainda aproveitou outros nomes da gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB). O ex-secretário de Cidades, Suelme Evangelista foi para a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários. Guilherme Müller foi aproveitado para a Secretaria de Planejamento do Estado. Thiago França, que foi secretário de Mobilidade Urbana, na gestão Taques, atuará na Secretaria de Estado de Cidades (Secid) juntamente com o deputado estadual Wilson Santos. A ex-secretária de Educação Marioneide Kliemaschewsk, assumiu a Secretaria Adjunta da Educação do Estado e o ex-líder do governo da Câmara de Vereadores, Leonardo Oliveira (PSB) foi nomeado chefe da Secretaria adjunta de Esporte e Lazer.
A principal briga nas indicações, seria que o PSD, partido do vice-governador Carlos Fávaro, não vem sendo contemplado nas indicações. Os deputados da sigla que tem maior bancada na AL, afirmaram que o governador precisa valorizar mais a parceria política da legenda. Após ter anunciado que poderiam deixar a base do tucano, os parlamentares exigiram que Fávaro continue mais um tempo a frente da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), e pediram que caso o vice deixe a pasta, seu substituto seja do PSD.
Taques contemplou também o partido do líder do Governo na Casa de Leis, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM) nessa mudança, foi nomeado como presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), o suplente de deputado estadual Cândido Teles (DEM). O PP, partido sem nenhum deputado no Estado, apesar de ter afirmado que não teria pretensões de compor o staff do governador, foi convidado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), com o secretário nacional de política agrícola, Neri Geller (PP), o progressista afirmou que a possibilidade é mínima mas a legenda já estuda outros nomes para indicar.







