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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Taques defende propostas para advogados e condena “encastelamento” da OAB-MT

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Adotando postura contundente e discurso franco, o advogado Paulo Taques, candidato à presidência da OAB-MT, criticou ontem o “encastelamento” imposto à entidade por sua atual gestão e questionou o não cumprimento de compromissos feitos à classe durante a última campanha. Entre eles, a não adoção da anuidade escalonada e a não implantação da eleição direta para o Quinto Constitucional.

“A OAB não pode continuar refém de um núcleo duro formado por meia dúzia de pessoas que usa a categoria para defender apenas a interesses particulares. Precisamos abrir as portas da entidade para os advogados, convidá-los a participar das sessões do conselho, ouvi-los e atender suas reais necessidades”, afirmou. Taques citou como exemplo a manobra para indicar o advogado Mário Cardi, sócio do conselheiro federal Ussiel Tavares, a uma vaga do Tribunal Regional Eleitoral (TRT-MT). A entrevista foi concedida ao jornalista Onofre Júnior, no Programa Ponto de Vista, da TV Rondon (canal 5).

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Em aproximadamente uma hora de entrevista, Taques elencou situações que, na sua avaliação, evidenciam o comodismo da atual gestão, como a falta de defesa efetiva das prerrogativas profissionais. “Esse grupo comanda a entidade há nove anos e está acomodado, sem se preocupar com o dia-a-dia dos advogados. Eles entraram numa zona de conforto e perderam o elo com a classe. A atual gestão vive mandando e-mails para os advogados, falando dos mais diversos assuntos. Só não falam daquilo que realmente interessa: o abandono e o desrespeito que enfrentamos”, afirmou. Ele salientou que, se eleito, irá acionar em no máximo três dias as autoridades que desrespeitarem as prerrogativas dos advogados.

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Entre as propostas que serão executadas por sua chapa, Taques ressaltou a eleição direta para o quinto constitucional; o transporte gratuito a advogados, através de vans, no circuito de fóruns e órgãos públicos; a anuidade escalonada; a construção de escritório compartilhado e biblioteca; a punição efetiva a maus profissionais e defesa intransigente das prerrogativas da classe. “São propostas exeqüíveis e compromisso de toda a chapa. Não iremos descumpri-las e depois dizer que a culpa foi do conselho. Isso é subestimar o bom senso dos profissionais do Direito”, disse.

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Sobre a eleição direta para o Quinto, Taques esclareceu que a mudança tem amparo legal no artigo 58, inciso XIV, do estatuto da OAB. O candidato de oposição defendeu ainda a reavaliação do exame da Ordem e a formação de uma comissão de advogados e professores que passem a atuar junto às faculdades de Direito.

Taques também agradeceu publicamente o apoio do diretor da Escola Superior de Direito de Mato Grosso (Esud), Luiz Orione Neto. “Recebemos do professor Orione a mesma proposta que ele apresentou ao atual presidente. Ele esperou uma resposta durante quase um ano. Nós, prontamente aceitamos e nos comprometemos com o projeto. É uma irresponsabilidade com a categoria desconsiderar uma proposta como essa”, disse, referindo-se a documento registrado sobre compromisso da Esud em doar mil livros jurídicos à entidade e um veículo zero quilômetro, que será leiloado e cuja arrecadação revertida para as obras do escritório e biblioteca.

Sobre a adesão da atual vice-presidente da entidade, Raquel Ribeiro, à sua chapa, Taques rebateu a declaração do candidato à reeleição de que ela teria levado em consideração motivos pessoais. “O apoio de Raquel não tem nada a ver com amizade. Somos contemporâneos de faculdade e a opção dela em somar conosco se deu por descontentamento em relação à atual gestão, que, aliás, a isolou e a abandonou. Quem administra a entidade com amigos – e para os amigos – é o senhor Faiad. Nossa chapa é composta de advogados interessados nos bens comuns da categoria”, disse.

Ele ainda citou o descumprimento do repasse de 5% para a Escola Superior de Direito (Esa), administrado pela vice. “Esse repasse está garantido pelo nosso estatuto. Ela recebeu apenas 1,9% desses recursos e, num esforço pessoal, conseguiu implantar cursos e especializações que atenderam a mais de dois mil advogados. Na nossa gestão, a Raquel será vice de fato, participará de todas as decisões e terá todo o apoio para aperfeiçoar seu trabalho à frente da ESA”, disse.

Ao final do programa, Taques agradeceu aos apoios e adesões que vem recebendo em todo o Estado e conclamou a classe a analisar objetivamente a situação da OAB-MT. “Faço um apelo a todos os advogados para que façam uma reflexão: em quase nove anos de gestão o que foi feito de prático, de efetivo, no sentido de melhorar a sua realidade e o seu dia-a-dia? Além de mensagens eletrônicas, tapinhas nas costas e discursos, quando houve um posicionamento prático e ações concretas em defesa de nossas prerrogativas?”, questionou.

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