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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Taques defende lei do teto de gastos; Assembleia analisa projeto no próximo ano

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O governador Pedro Taques (PSDB) saiu em defesa da aprovação da lei complementar que limita os investimentos públicos nos próximos dois anos e ainda suspende o reajuste de salários, pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) e progressão de carreira aos servidores públicos. Com os cortes, a economia aos cofres públicos estimada em Mato Grosso é de R$ 1,4 bilhão.

A lei que ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa segue o mesmo teor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pelo Congresso Nacional que limita investimentos públicos que será corrigido apenas pelo índice da inflação do ano anterior.

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"Nós precisamos diminuir os gastos com pessoal nos próximos três anos. Do contrário, não vai ter como pagar salário. O Rio de Janeiro suspendeu o pagamento do mês de novembro. Nós já pagamos o salário de novembro e vamos pagar dezembro também em dia. O 13º salário já foi pago para 100 mil servidores públicos. Isso significa que nós estamos no caminho certo", disse.

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A declaração foi dada, esta manhã, em solenidade no Palácio Paiaguás, durante entrega de ambulâncias aos municípios mato-grossenses.

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Em nota divulgada na terça-feira (20), o Ministério da Fazenda divulgou uma nota na qual afirma que só aprovará os planos de renegociação das dívidas dos Estados com a União mediante comprovação de medidas de ajuste fiscal. Também na última terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de renegociação das dívidas, mas reduziu as exigências sobre medidas que os estados deverão adotar, as chamadas contrapartidas.

A proposta aprovada na Câmara, que segue para sanção presidencial, aumenta em até 20 anos o prazo para o pagamento de dívidas de estados e do Distrito Federal com a União.

Aos estados que enfrentam crises financeiras mais graves, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o texto permite que o pagamento das dívidas seja suspenso por até três anos. Mato Grosso ganhará um alívio financeiro de aproximadamente R$ 60 milhões mensais.

O governo federal ainda exige a aprovação do pacote de contenção de despesas para assegurar ao Estado linhas de operação de crédito como acesso aos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ainda autorização para captar recursos no Exterior para quitar dívidas, uma das medidas avaliadas pela equipe econômica do presidente da República Michel Temer (PMDB).

A lei complementar de Mato Grosso que vai impor limite aos gastos públicos ainda não chegou a Assembleia Legislativa.

O líder do governo, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), descartou a possibilidade de qualquer aprovação este ano, pois entende que é necessário debatê-la com os servidores públicos.

De acordo com o governador Pedro Taques, a União determina que os Estados aprovem essas medidas até o primeiro trimestre de 2017. 

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