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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

STJ nega pedido da Assembleia Legislativa para soltar Mauro Savi

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade em habeas corpus da procuradoria da Assembleia Legislativa (ALMT) em nome do deputado estadual Mauro Savi (DEM), detido preventivamente desde o dia 9 de maio, no Centro de Custódia da Capital (CCC). É a quinta derrota consecutiva que o parlamentar sofre na tentativa de conseguir sua liberdade.

No pedido assinado pelo procurador-geral da Casa de leis, Grhegory Paiva Pires, além da soltura de Savi, o poder legislativo solicitava sua legitimidade para ingressar com habeas corpus em favor de parlamentares.

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Grhegory requeria ainda reconhecimento de resolução aprovada por 14 votos favoráveis de deputados, seguindo parecer da Comissão de Ética da Casa de Leis, pela revogação da prisão.

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Ambos pedidos foram negados por Weber. Além do Habeas Corpus, a ministra deverá julgar ainda uma Reclamação Constitucional, também da Assembleia Legislativa, contra a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, que não acatou a resolução do legislativo.

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O projeto de resolução foi encaminhado como parecer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Porém, ao analisar a decisão da Assembleia, o desembargador pontuou que o legislativo não pode revisar a decisão de prisão preventiva.

O deputado Mauro Savi foi preso durante a Operação Bônus, 2ª fase da Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

O parlamentar foi acusado de intermediar o acordo que deu origem ao esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro na ordem de R$ 30 milhões no Detran.

A prisão foi decretada pelo desembargador José Zuquim, que determinou ainda o cumprimento de 5 mandados de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília.

Além de Mauro Savi, foram presos preventivamente o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão, Pedro Zamar Taques, e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ”Grilo“ e José Kobori. Todos permanecem presos.

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