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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

STF nega recursos de Pedro Henry na condenação do mensalão

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O Supremo Tribunal Federal negou, esta tarde, recursos da defesa do deputado federal Pedro Henry, condenado a 7 anos de reclusão, por corrupção passiva, no esquema do mensalão, além de pagamento de R$ 932 mil de multa. Ele pedia que fosse designado novo relator para seu processo. O presidente Joaquim Barbosa -que foi o relator do processo- e os demais ministros negaram a solicitação, bem como pedido para ser publicado novo acórdão sob argumento que não foram inseridos no acórdão trechos das falas dos ministros Celso de Mello e Luiz Fux, no julgamento anterior.

O STF não se pronunciou sobre a decisão de perdas de mandatos de Henry e os deputados Valdemar Costa Neto (PP-SP), José Genoíno e João Paulo Cunha (PT-SP). Na sentença anterior, o entendimento da corte era pela perda automatica dos mandatos. Porém, há poucos dias, houve condenação a 4 anos de prisão do senador Ivo Cassol (RO) e o STF remeteu ao Senado a decisão da cassação do mandato, por entendimento da maioria dos ministros, diante da nova composição (entraram dois novos integrantes na corte).

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Os ministros também negaram, esta tarde, recursos do deputado Valdemar Costa Neto, que sustentava omissão quanto a alegações feitas pela defesa no curso do julgamento. Para o relator, contudo, o acórdão traz análises precisas quanto aos fatos questionados nos embargos. Quanto à alegada contradição entre os fundamentos do acórdão quanto a sua condenação e a absolvição de Duda Mendonça, o ministro disse que as situações dos réus seriam inteiramente distintas e foi confirmada pela corte a inexistência de omissão, contradição ou obscuridade.

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Ao término da sessão de hoje, o presidente Joaquim  Barbosa homenageou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, cujo mandato termina amanhã. Ele será temporariamente substituido pela sub-procuradora Helenita Acioli, enquanto a presidente Dilma Rousseff não escolher um nome definitivo para o comando do Ministério Público.

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