STF decide 4ª futuro dos políticos que trocaram de partidos
Esta quarta-feira já está marcada como o Dia D para definir a cobrança de fidelidade partidária e pode mudar a vida política de alguns partidos e de nomes hoje favoráveis à disputa sucessória em 2008 e em 2010. O Supremo Tribunal Federal vai decidir se aqueles que trocaram de partido perdem ou não seus mandatos. Segundo o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral de que o mandato pertence ao partido e não ao eleito ou candidato, principalmente no caso dos proporcionais onde o então candidato dependeu de voto do conjunto dos candidatos para ser eleito.
A decisão, se favorável ao instituto de fidelidade partidária, vai promover uma verdadeira correria. No caso de Mato Grosso, ao todo foram seis deputados estaduais: Sérgio Ricardo, João Malheiros, Sebastião Rezende e Mauro Savi, que deixaram o PPS acompanhando o governador Blairo Maggi para o PR, o deputado federal Homero Pereira e dois suplentes: Wagner Ramos e Roberto França, que hoje estão no exercício do mandato.
Isto sem contabilizar intermináveis números de prefeitos e vereadores que atingem números impressionantes no Estado. O caso aqui se torna mais grave, pois alguns já trocaram por mais de uma vez de partido nos últimos quatro anos, já que foram eleitos em 2004. A tendência dos 11 ministros do Supremo, segundo A Gazeta, é impor a fidelidade partidária, já que o Congresso Nacional não promove a reforma política e não cria os mecanismos legais.








