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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Sorriso: vereador depõe, nega acusações e espera absolvição

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Finalizou, agora há pouco, a oitiva do vereador e ex-presidente Gerson Frâncio, o “Jaburu” (PSB). Ele negou todas as acusações sobre o pedido de propina em troca de apoio ao prefeito Chicão Bedin. Ao Só Notícias, o advogado do parlamentar, Rogério Ferreira da Silva, afirmou que se houver uma análise técnica sobre todo o assunto, Jaburu será absolvido das acusações. “O vereador confirmou o depoimento das testemunhas de defesa. A gente está tranquilo quanto a isto, se o julgamento for técnico, com certeza ele será absolvido. Porém, como é um julgamento político, os vereadores vão proceder o voto politicamente”, resumiu o advogado.

“A prisão está clara, foi uma armação com alguns membros do executivo, com suplentes de vereadores que forjaram as denúncias de ameaça. Baseado nisto e nas gravações que eles tinham saiu a prisão, mas ele foi preso pelas supostas ameaças, que foram provadas que nunca existiu, pelo contrário, após isso tentaram novamente armar contra o vereador Gerson, mas isto tudo já está esclarecido”, disse Rogério.

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De acordo com o relator da Comissão de Ética da Câmara de Sorriso, João de Matos, o procedimento agora será abrir prazo de sete dias para que a defesa dos três vereadores apresente as defesas por escrito. Encerrado este prazo, dentro de cinco dias a comissão espera finalizar os trabalhos do relatório sobre o caso. O relator espera apresentar o relatório final aos demais parlamentares, em sessão legislativa, do dia 19 ou 26 ainda deste mês para votação. O documento pode pedir ou não a cassação dos vereadores envolvidos no caso. Mas isto ainda tem que ser votado em plenário.

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A oitiva do parlamentar durou cerca de nove horas e aconteceu a portas fechadas. Uma fonte de Só Notícias informou que o vereador respondeu perguntas do relator João Matos e do presidente Paulo da Farmácia. Um dos pontos mais questionados foi sobre ter citado, nas conversas que foram gravadas, os vereadores Chagas Abrantes e Roseane Marques, que supostamente iriam apoiar o prefeito, no legislativo, em troca de apoio na câmara. Disse que, em alguns contatos, falou em nome dos demais sem o consentimento deles. Sobre o pedido de dar uma casa popular para a vereador Roseane Marques, Jaburu alegou que pronunciou a frase como “brincadeira”.  Ele manteve a linha de defesa que estava investigando o prefeito Chicão Bedin e conversava sobre dinheiro em troca de votos para “buscar provas” que haveria irregularidades na prefeitura.

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Após uma interrupção, no horário do almoço, a sessão reiniciou com o advogado de Jaburu fazendo sua defesa.

Chagas e Roseane depuseram na Comissão de Ética, mês passado, e negaram todas as acusações. Disseram também que Jaburu não tinha autorização para falar em seus nomes nas conversar que teve com o prefeito e secretários. Os 3 vereadores continuam afastados de suas funções (há mais de 40 dias) por decisão da justiça de Sorriso. Eles recorreram e aguardam julgamento para tentar reassumir.

(Atualizada às 16h30)

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