Sinop: se PEC vigorar já bancada de Juarez aumentará 57% na câmara
Considerando que o Senado Federal aprove, até o final do ano, em duas votações, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que recria 7.343 cargos de vereadores em todo Brasil e, o Tribunal Superior Eleitoral resolva aplicar a mudança já para o período legislativo que começa em 1 de janeiro, a Câmara de Sinop começará 2009 com 17 vereadores. Só Notícias apurou que a bancada de apoio ao prefeito eleito Juarez Costa aumentará 57%, ficando com 11 cadeiras, ante às sete garantidas no último 5 de outubro. Os que elegeram-se concorrendo ao lado de Paulo Fiúza somarão seis, dois a mais que os quatro atuais.
Com a nova fórmula para definir o número de vagas nas câmaras, novo quociente eleitoral terá que ser feito, somando os votos nominais (47,396) e os de legenda (4,781) e dividindo por 17, que será o número de cadeiras no legislativo sinopense, caso seja aprovada e colocada em prática a ‘PEC dos vereadores’. A aplicação da fórmula eleitoral apontará que a cada 3,069 votos, o partido ou coligação garantirá uma vaga.
É provável que a nova composição da câmara seja a seguinte: a coligação PMDB/PRTB/PHS/PTC/PRP teria quatro vagas, elegendo Ticha, Mauro Garcia, Ticola e Jonas do Sindicato, todos do PMDB. A coligação PSDB/PSB, mais quatro, garantindo Hedvaldo Costa, Francisco Junior, Fernando Assunção e Carlão Cola Cola, todos tucanos. A coligação PP/PRB/PSC/PMN/PT, três, elegendo Gilson de Oliveira e Remídio do São Crsitóvão, ambos do PP e, Sérgio da Eclipse, do PT. A união do PTB/PV/DEM/PPS, duas cadeiras, elegendo Ademir Bortoli (DEM) e Neiva da Alvorada (PV). O PDT teria duas cadeiras, com Sérgio Palmasola e Julio Dias. A coligação PR/PC do B, outras duas, elegendo Leonir Severo e Zeila Benevides.

A PEC dos vereadores, no entanto, é polêmica e pode sofrer pressão da opinião pública. Além de aumentar as despesas das câmaras, que são pagas com dinheiro público, setores da sociedade organizada acusam os parlamentares de fazerem manobra para aumentar a ‘base’. Os vereadores são os principais cabos eleitorais de deputados e senadores. Como em 2010 tem eleição, a medida está sendo duramente criticada. O TSE pode, inclusive, contrariar a vontade do Congresso Nacional e não aplicar a lei para a legislatura que começa em três semanas.







