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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Sinop: prefeito não confirmou se vai à câmara falar sobre denúncia da compra de sentença

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Ainda não foi definida a data que o prefeito Juarez Costa (PMDB) deve ir à câmara se manifestar a respeito da acusacão do empresário Júnior Mendonça, feita à Polícia Federal, sobre a suposta compra de sentença por R$ 500 mil, no primeiro mandato, para não ser cassado. A confirmação foi feita ao Só Notícias pelo secretário de Governo, Ademir Bortoli. “Não vejo motivo para ele se preocupar”, disse, questinado sobre o nome do gestor ter sido mencionado nas investigações da operação Ararath. O líder do chefe do Executivo, Mauro Garcia (PMDB), foi quem informou -semana passada- que iria à câmara, dependendo da agenda.

No início do mês, os vereadores de oposição sugeriram que o prefeito se afaste do cargo enquanto ocorrem as investigações da operação. Junior Mendonça confessou fazer e operar, em nome de sua empresa, empréstimos fradulentos, pagos com dinheiro público, cujo dinheiro era repassado para vários políticos e usados em pagamentos de diversas despesas, de convenções de publicidades em vários meios de comunicação, dentre outros.

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Júnior depôs no dia 25 de fevereiro fez acusações contra Blairo Maggi, Silval Barbosa, Eder Moares, José Riva, vários deputados e prefeitos. Ele garantiu, ao depor para a Polícia Federal e Ministério Público Federal, ter emprestado R$ 500 mil para o ex-membro do TRE, Eduardo Jacob, que teria pedido o empréstimo a mando do governador Silval Barbosa para comprar sentença, do ex-presidente do TRE, Evandro Stabile, não cassar o prefeito de Sinop, Juarez Costa, que chegou a ter diploma eleitoral cassado, pela justiça sinopense, por corrupção eleitoral, no primeiro mandato (2009). O dinheiro teria sido entregue ao então presidente, desembargador Evandro Stábile.

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Segundo o empresário, a decisão de pagar para que Juarez permanecesse no cargo partiu do próprio governador Silval Barbosa (PMDB), que é principal aliado na região Norte.  Ainda na versão de Junior, o então juiz Eduardo Jacob teria lhe dito que Juarez estava temeroso em trazer o dinheiro de Sinop para Cuiabá. Junior diz que, então, sacou o dinheiro -em espécie- "e entregou nas mãos de Eduardo Jacob", na casa do ex-membro do TRE, recebendo um cheque datado para 60 dias com juros de 3%.

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