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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Sinop: lideranças debatem impactos na demarcação de terras indígenas

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A Câmara dos Deputados fará audiência pública, na sexta-feira (24), às 18h, que tratará dos impactos e consequências sobre futuras demarcações e criações de terras indígenas em Mato Grosso. Participarão prefeitos, vereadores e lideranças de várias cidades das regiões Norte e Médio Norte, além de produtores rurais e dirigentes sindicais.

O assunto debatido será a Proposta de Emenda Complementar (PEC) 215, que retira o poder de demarcação da Fundação Nacional do Índio e do Poder Executivo. A PEC prevê que a fundação ficará responsável pelo levantamento das áreas demarcadas, porém deverá ser aprovada no Congresso.

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O presidente da câmara sinopense, Dalton Martini, citou como exemplo de prejuízo aos municípios, o decreto da presidenta Dilma Rousseff, onde demarcou 1,053 milhão de hectares em Apiacás. “Cerca de 500 famílias retiradas, sendo que as áreas possuem escrituras. Esse é o maior prejuízo para a população, famílias que estão há 40 anos em lugar e são despejadas”, disse, ao Só Notícias.

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A terra indígena Kaiabi, anteriormente com 127 mil hectares, teve uma ampliação correspondente a 729%. De acordo com o presidente, em Mato Grosso, são cerca de 70 reservas. Em alguns municípios, chegam a atingir cerca de 40% da área total. Entre as cidades mais atingidas estão Marcelândia e Feliz Natal.

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Em Mato Grosso, são 11,2 milhões de hectares regularizadas, sendo 57 terras indígenas localizadas em 46 municípios. Ao todo são cerca de 25 mil indígenas.

Conforme Só Notícias já informou, o deputado federal, presidente da subcomissão especial, que analisa a PEC, Nilson Leitão, articulou a audiência, que será na câmara municipal.

Muitos municípios estão apreensivos com possíveis criações de novas áreas indígenas, no Nortão, o que significaria redução territorial que causaria impactos financeiros das cidades.

No início do mês, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, questionou os critérios utilizados pela Funai para ampliar áreas. Na ocasião, ele destacou que o Estado já possui 14% do território para reservas.

No mês passado, várias comunidades indígenas ocuparam o plenário e a Câmara dos Deputados alegando que a PEC é uma ameaça para as reservas indígenas.

 

 

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