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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Sete deputados formam bloco para fazer oposição a Silval

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O que parecia águas calmas na área política para o governador Silval Barbosa (PMDB) pode acabar se tornando uma grande dor de cabeça. É que o excessivo apoio político à nova gestão com a participação no seu staff da quase totalidade dos partidos com representação na Assembleia Legislativa parecia sufocar qualquer ação de oposição que ontem, após a primeira sessão ordinária, reuniu 7 deputados que formaram dois blocos independentes. A informação foi confirmada pelo deputado e líder do PSDB, Guilherme Maluf, que se cercou por todos os lados para não ver o bloco naufragar diante de possíveis investidas de assédio do governo aos deputados.

A decisão afasta ainda mais o Democratas de compor o staff governamental com o deputado José Domingos Fraga na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), em que pese Silval e o parlamentar ainda não terem conversado em definitivo, o que deverá acontecer até o final de semana, como foi confirmado pelo próprio Domingos, que admitiu a formação do bloco que deseja se posicionar para resguardar que as ações do Executivo não fiquem centrada apenas nas regiões de interesse dos aliados, mas sim do Estado.

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Os blocos são compostos assim: o primeiro pelo DEM, PSDB e PTB e já foi oficiado, deverá ser apresentado na próxima sessão ordinária, hoje, ou na próxima semana. O segundo bloco é o do PPS, PDT e PSB. Os Democratas é a única exceção em número, com dois parlamentares e os demais partidos tem um parlamentar cada um, o que praticamente impede aos mesmos participarem das 14 Comissões Permanentes ou mesmo oferecer uma oposição mais consistente as políticas determinadas pelo governo do Estado.

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Os blocos têm direitos diferenciados, segundo o regimento interno em termos de cargos e lideranças, sem contar comissões importantes como a de Constituição, Justiça e Redação Final e a de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, que são as duas finais por onde tramitam a quase totalidade das matérias originadas dos Poderes ou dos próprios deputados. Passarão a contar com a presença de representantes dos blocos o que não aconteceria com os partidos de bancadas diminutas, considerados nanicos.

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Os deputados lembram que a idéia não é formalizar os blocos para promover uma oposição serrada ao governo do Estado, mas sim para exercer o papel preponderante de fiscalizar as ações e garantir a priorização de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e segurança.

O secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, assegurou que o governo respeita a posição de todos partidos e deputados e que a ordem do governador Silval Barbosa é manter um diálogo aberto e constante com os parlamentares. "Respeitamos a independência de todos", disse.

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