Sérgio Ricardo desiste de disputar a Prefeitura de Cuiabá
O presidente da Assembléia, Sergio Ricardo, não vai mais disputar a Prefeitura de Cuiabá e deixa caminho livre para o empresário Mauro Mendes, presidente da Fiemt, pleitear a vaga de candidato pelo PR. O anúncio foi feito há instantes, em entrevista coletiva, na Assembléia. “Aos meus amigos e colaboradores, apenas digo: os sonhos não sepultam, se prorrogam. Meu desejo de ser prefeito continua. Somente fica adiando para 2012”, declarou, ao se retirar da disputa.
Desde que teve seu nome lançado como pré-candidato a prefeito, Sérgio Ricardo enfrentou resistências. A exemplo do que aconteceu quando estava no PPS, junto com o grupo do próprio Maggi. Em 2004, quando saiu candidato, Sérgio Ricardo viu vários aliados partidários apoiando a candidatura de Wilson Santos, do PSDB, atual prefeito. Desta vez, porém, não conseguiu chegar a convenção. Aliás, sua desistência é dada como certa por 24 Horas News desde o ano passado.
Pressionado, Sérgio optou por seguir a carreira como deputado estadual, devendo ocupar no final do ano o cargo de 1º Secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa. Ele tinha ainda a opção de ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Na carta aberta que divulgou para anunciar sua renúncia, Sérgio Ricardo preferiu usar outros argumentos para a renúncia. Ele disse que após longos períodos de reflexão o levou a enxergar muito além da conjuntura imediata. Segundo ele, os interesses coletivos se sobrepõem às causas temporais. “Quando assumi a presidência da Assembléia Legislativa, também tomei para meu encargo a responsabilidade de fomentar, por meio de uma ação política pró-ativa, o desenvolvimento humano e econômico de Mato Grosso” – justificou.
Passados um ano em que passou a postular o direito de ser candidato do PR a prefeito, Sérgio percebeu a direção do Legislativo Estadual “pede mais que assiduidade” e “requer entrega pessoal e renúncia de posições políticas fracionárias”. Assim – ele acrescentou – a presidência do poder “torna imediatamente incompatível com qualquer postulação eleitoral”. Com efeito, destacou que seu papel, neste contexto, “é gerar concórdia e entendimento entre as várias correntes que coabitam este espaço consagrado ao debate democrático”.
(Atualizada às 18:20hs)







