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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Senadores de MT se posicionam contra nova divisão do Estado

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A bancada mato-grossense no Senado, representada por Jaime Campos (DEM), Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT), se posicionou de forma veementemente contrária à realização de plebiscito para consulta à população sobre a divisão do Estado. Os três parlamentares responderam ao discurso proferido pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que cobrou a realização de plebiscitos para questionar as populações de Mato Grosso, Amazonas e Pará, "se desejam ver seus territórios divididos em novos estados". O custo de uma separação se coloca como principal argumento da bancada para descartar a proposta.

O governador Silval Barbosa (PMDB) chegou a defender a divisão do Estado, durante primeiro mandato na Assembleia Legislativa. Mas durante a gestão do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi, mudou de opinião. Ele entende que a melhor performance do Estado em relação às gestões no interior tornou a proposta sem efeito. Maggi por sua vez disse em tom pontual que é totalmente contrário à ideia. "Na minha gestão conseguimos ampliar a atuação do Estado sobre os municípios, então não tem por que dividir". Mencionou ainda o cenário desfavorável para a criação de novas unidades federativas em razão ao caixa público ajustado.

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O senador Jaime Campos disse que é "terminantemente" contra a divisão. Ele acrescentou ainda que no período da divisão do Estado, em lei complementar nº 31 de outubro de 1977, o contexto era favorável com aval da união para a separação. O parlamentar entende que existem outras prioridades para serem debatidas no momento, como ampliação da remessa de recursos federais para os municípios.

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Pedro Taques foi enfático ao destacar que uma divisão geraria altos custos, como verificado em estudo que aponta aproximadamente R$ 4 bilhões para instalação de nova unidade federativa, que ficaria a cargo dos cofres da União. O governo federal tem tendência de seguir posição do ex-presidente Lula (PT), que era contrário às divisões. O senador foi mais além ao frisar que "é favorável à união" do governo do Estado com os municípios. Com esse discurso, ele aponta a necessidade de estreitamento de laços entre governo e prefeituras.

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No discurso feito no Senado, ontem, Mozarildo pediu agilidade na aprovação pela Câmara, de propostas já analisadas pelo Senado sugerindo a consulta. As propostas defendem a criação dos estados do Tapajós, a oeste do Pará (PDC 731/00, na Câmara), do Araguaia, no norte de Mato Grosso (PDC 850/01) e ainda o PDC 725/00, que prevê divisão do Amazonas, aprovado com substitutivo do então senador Jefferson Peres (1932-2008), propondo a divisão do território em três, sendo Rio Negro, Solimões e Juruá.

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