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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Senador mato-grossense vai ao STF contra “fatiamento” no processo de Dilma

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O senador José Medeiros (PSD) ingressou com um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a segunda votação do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff (PT), que manteve a petista habilitada a ocupar cargos públicos. Para o parlamentar, a decisão do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que comandou o processo contra a ex-presidente, fere a Constituição Federal, que prevê, em caso de afastamento, a proibição automática pelo prazo de oito anos.

Medeiros explicou que a base do pedido está no artigo 52 da Constituição Federal, que define as competências do Senado. No parágrafo único, não há a separação das penas, como ocorreu no julgamento de Dilma. Na sessão que sacramentou o afastamento definitivo da petista do Palácio do Planalto, os senadores tiveram que votar por duas vezes.

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Na primeira, 61 dos parlamentares optaram pela saída de Dilma. Já na segunda votação, em que analisavam a questão da inabilitação, os oposicionistas foram deixados pela maioria dos senadores do PMDB e do PR e não conseguiram êxito. “Ocorre que a Constituição aponta que as duas sanções são conjuntas. Com todo respeito, o fatiamento fez com que a nossa lei maior fosse rasgada”.

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Com base neste vício, o pessedista, que acionou sua equipe jurídica para elaborar o pedido ao Supremo, defende que a segunda votação seja anulada e, com isso, o primeiro resultado seja usado para garantir as duas situações previstas na Constituição, ou seja, o afastamento e a inabilitação. “A maioria dos brasileiros não engoliu o que o Senado fez. Por isso, ingressamos com o mandado de segurança, no sentido de resguardar a nossa Constituição”. Ele pontuou que após consulta a renomados juristas, se decidiu pela medida.

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Para o senador, Lewandowski e os senadores que defendem a ex-presidente fizeram uma “gambiarra jurídica” para estabelecer uma segunda votação. “Não é uma coisa separada da outra. É uma afronta à Constituição. Ficamos com um gosto de caixão velho na boca. Na última hora fizeram uma gambiarra jurídica, e acabaram por garantir os direitos políticos da ex-presidente”.

Assim como Medeiros, o senador Álvaro Dias (PV) e os senadores do PSDB, que voltaram atrás na decisão de não recorrer ao Supremo, querem garantir o respeito ao dispositivo constitucional que inabilita a petista a exercer funções públicas pelo prazo de oito anos. “Nós fizemos um pacto de limpar o Brasil. Um pacto de ajudar o presidente Michel Temer a ter condutas diferentes. Não dá para continuar na mesma coisa. Tenho certeza de que o meu sentimento é o mesmo sentido por boa parte da população brasileira”.

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