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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Senador Jonas lança Jaime Campos a governador

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O PFL deflagrou oficialmente a campanha a sucessão de Blairo Maggi, em 2010. Mesmo com muita coisa ainda por acontecer, como as eleições do ano que vem para prefeitos, a sigla já tem seu projeto de poder previamente definido. “Quero ver quem vai ter coragem de lançar candidato ao Governo contra o senador Jaime Campos” – desafiou o senador Jonas Pinheiro, que, com Jaime, se revezam na direção da sigla. O PFL se reuniu nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa, para tratar de diversos assuntos, entre os quais, evidentemente, a questão eleitoral: “Este é o começo das eleições de 2010” – disse.

Como bom político, Jaime Campos faz tipo. Primeiro, diz que tem muito tempo ainda para se falar em nomes para 2010. Depois, acha que o PFL tem outros grandes nomes. Por fim, quase num proseletismo ao melhor estilo político, diz que sua função é trabalhar por Mato Grosso,seja como senador da República, para qual foi eleito, ou como governador, cargo que sonha ocupar novamente – como qualquer governante. “Defendo que o partido tenha candidatura própria, mas não necessariamente que seja eu. É claro que sou partidário e se o partido exigir, vamos discutir. Mas esse assunto é prematuro antes teremos eleições aos municípios em 2008” – salientou.

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A exortação maior de Jaime Campos foi para o fortalecimento do PFL Ao defender a sigla, acaba por revelar pontas de mágoas com os dirigentes político-partidários do momento. “O PFL não é sigla de aluguel” – ele disse, ao “convidar” aqueles que pensam em deixar o partido a fazerem logo. Jaime dá o tom de suas observações internas sobre essas pessoas – prefeitos, vereadores e até deputados – que estão pensando em mudar de partido. “São todos X9 infiltrados no PFL” – frisa. X9 no linguajar carioca significa dedo-duro, sigla dada a um agente secreto que ninguém sabe ao certo se existiu ou não. Jaime, portanto, acha que o PFL deve ficar logo livre dos “X9” para seguir com o projeto partidário.

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Campos se mostra queixoso com os dirigentes do Partido da República, o PR. A sigla, segundo o senador, estaria sediando muitos políticos e lideranças para ingressarem na sigla. Faz parte do projeto de fortalecimento visando as eleições futuras. Ele, no entanto, não dispara críticas diretas ao governador. “Até onde, até onde eu sei, o governador não vinha fazendo isso” – disse. Vale dizer, por outro lado, que Jaime Campos e Blairo Maggi têm, ao longo da relação política de ambos, registrados várias rusgas. “Fico triste quando vejo um prefeito se vendendo por um caminhão de óleo diesel”.

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Se 2010 está longe, 2008 está bem perto. E para chegar a 2010 é preciso passar por 2008. Assim sendo, o PFL – ou o novo nome que se dará a histórica sigla – já tem tudo devidamente definido. Jaime Campos, assim como Jonas Pinheiro, são taxativos em dizer que o partido vai ter 141 candidatos a prefeito. Isto é, candidatos em todos os municípios de Mato Grosso. “Mesmo que isso signifique que alguém tenha que ir para o sacrifício” – frisou. Isso vale, provavelmente, para Várzea Grande, onde Murilo Domingos, atual prefeito, tem o apoio do PFL para governar, mas está se mudando também para o PR.

A rigor, o assunto principal da pauta do encontro do PFL acabou em segundo plano. Um aval apenas para a mudança de nome de Partido da Frente Liberal para Democratas. “É muito bom para o partido. Os marqueteiros acham e eu concordo” – disse o senador pefelista.

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